Orlando’s days – II

Eu acordei por volta das dez horas e as meninas tinham acordado. Enquanto elas decidiam o trajeto do dia, eu fui fazer o café na cafeteira do hotel. A cafeteira é pequena, dá para encher um copo térmico por sachê. Eu enchi um dos copos térmicos com água, despejei no recipiente e coloquei o sachê no local apropriado. Nós estávamos em três, então eu fiz mais um copo e acabaram os sachês.

As “diretoras de evento” resolveram ir ao outlet mais próximo, onde encontraríamos o Dollar Tree, o Five Below e a Ross. Eu tive que ir e ficar junto, pois as meninas não tinham celular, o que tornou o meu celular um telefone comunitário. Este era o segundo dia de nossa estadia em Orlando e eu não poderia ir aos lugares que eu tinha planejado.

Depois de tomarmos o café, entramos no carro e com o GPS eu dirigi até o outlet, aproveitando a claridade do dia para ver melhor as ruas, o asfalto e os sinais de Orlando. As ruas são bem amplas e o asfalto está em condições impecáveis. Como bom paulistano, eu até senti inveja. Os sinais de trânsito são iguais aos daqui, a diferença é que aqui existem as faixas exclusivas para virar à esquerda ou direita, não é como em São Paulo, onde o condutor faz uma conversão na pista errada. Os cruzamentos tem quatro até cinco faróis, todos funcionando. O engraçado é que aqui não é preciso esperar o farol abrir para virar à direita, exceto se houver uma placa restritiva. Eu fico imaginando o caos que seria se isso fosse implantado em São Paulo.

Quando estávamos na fase de planejamento, eu tinha uma vaga noção, então aqui o outlet é como o nosso shopping. O que eu vi foi um complexo com diversas lojas, amplo estacionamento gratuito. Este que nós fomos parecia mais com as nossas galerias. Um piso térreo e as lojas distribuídas pelo complexo. Nota pessoal: a construção do outlet é padronizada.

O Dollar Tree e o Five Below eram muito parecidos com as nossas lojas de 1,99. Ali descobrimos a DDS Discounts, igual às suas concorrentes. A diferença é que encontramos itens de mercado: sanduíches, sucos, garrafas de água e comida enlatada. Nota pessoal: os americanos tem tudo enlatado ou embalado. Ali conseguimos encontrar café instantâneo e Jumex, um suco melhor que o que encontramos no Walmart. Eu encontrei uma bola de baseball e peguei a título de souvenir.

As meninas estavam bastante animadas ao visitarem a Ross, mas eu fiquei decepcionado. Parecia um mercado popular de roupas. Como o Brás, Escala e Torra-Torra. Enchemos algumas sacolas e as “diretoras de eventos” deram mais um destino: o Outlet Premium. Esperávamos encontrar lojas de marca. Eu era o taxista delas então lá fui eu. As meninas vibraram, aquele outlet era bem maior e com diversas lojas de marca. Mulheres em um templo do consumismo são como crianças em uma loja de brinquedos. Devemos ter ficado ali até às seis da tarde, perfazendo o total de oito horas.

Fizemos um breve intervalo para comer e encontramos na “Praça de Alimentação” [chamada ali de Food Court] boas opções de almoço. Nós escolhemos o Sbarro para nossa primeira refeição, ali servem pedaços enormes de pizza e outros salgados. Eu pedi três tipos diferentes de salgados [chamados stromboli] e uma cerveja. Elas pareciam incansáveis, minhas pernas não aguentam mais essa maratona. Eu não entendo como a mulher consegue ficar rodando vinte vezes a loja toda, olhar duzentas vezes cada produto. Considerando que nós fomos em cinco lojas, essas meninas devem ter excelente preparo físico. Enchemos mais sacolas antes de voltarmos ao hotel e jantamos os pratos prontos que pegamos no Walmart.

Comemos, tomamos banho [revezando], eu liguei a televisão enquanto Regina [cunhada] usava o “telefone comunitário” para falar com meu cunhado, olhar e enviar pelo Watsapp as fotos tiradas nas lojas. Quando eu retomei o telefone, eu carreguei as fotos em meu álbum na web [meu celular não tem muita memória e costuma apagar as fotos por causa do sistema de limpeza] e tomei a cerveja. Um prêmio merecido para compensar meu trabalho.

As meninas conversavam e decidiam o que fariam no dia seguinte e eu torcia para que ao menos a Regina tivesse um celular funcionando. Só assim eu poderia fazer as visitas e as compras que eu tinha planejado. Enfim dormimos por volta das onze horas.

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