O Registro de Akasha

Todo planeta é um ser vivo e tem memória que fica armazenada. No centro de Gaia existe o Registro de Akasha, uma cidade construída nas vísceras de Gaia muito antes do ser humano existir.

Seres de outros planetas, de outras dimensões, de outras formas de existência, chegaram e colonizaram Gaia, suspeita-se de que manipularam o DNA de hominídeos para “criarem” o ser humano para que estes os servissem nas temíveis minas, no subterrâneo, um lugar que vive no imaginário do ser humano como o Submundo, o Mundo dos Mortos ou o Inferno.

Imaginem o impacto que aconteceria em todas as religiões mundiais se o ser humano soubesse que a fonte de todo conhecimento e sabedoria está no Inferno? Isso não é nada favorável, nem para as instituições religiosas, nem para os Deuses que dependem dessa submissão humana. O ser humano deve ser mantido em sua condição, alienado, desconhecendo sua real essência e propósito, então os Deuses usurpadores e as instituições religiosas não tiveram prurido algum em tornar seus pares, os Deuses mais antigos e mais humanistas, em criaturas malévolas, malignas, diabólicas.

No Registro de Akasha, no alvorecer das eras, quando Gaia ainda pertencia aos répteis, antes da “criação” do homem, houve um tremendo impacto. Um asteroide, um cometa, ou a aproximação de outro planeta causou o que é chamado de Primeiro Impacto e dali surgiu o satélite que orbita Gaia.

O que poucos dizem é que este mesmo objeto foi o que provocou a destruição de um planeta, onde agora se encontra o Cinturão de Asteroides, situado entre o planeta chamado Marte e o planeta chamado Júpiter. O Registro, entretanto, não diz o nome pelo qual esse planeta era conhecido, ao passo que nós o chamamos, hipoteticamente, de Theia.

O Registro não é concludente e deve-se considerar que parte dos registros está agora no centro de Selene, chamada de Lua, o satélite de Gaia, chamada de Terra. Somente quando o ser humano puder recuperar os arquivos em sua totalidade é que poderemos desvendar esse enigma. Os registros disponíveis não falam muito sobre o misterioso objeto que causou o Primeiro Impacto, sua origem e nome, mas mitos de civilizações antigas apontam uma inconveniente conexão entre os “Deuses” e esse corpo celeste.

Nós, criaturas supostamente inteligentes, captamos o mundo em nossa volta por nossos sentidos básicos, sentidos altamente limitados e deficientes, a partir dos quais nós definimos nosso conceito e sentido do que é real e existente, dificilmente conseguiríamos entender ou admitir que a vida, a existência e a realidade, são coisas que vão muito além do que convencionamos.

Apenas recentemente, ainda assim a titulo de hipótese, a ciência humana está cogitando a existência de outras dimensões e de que o “universo” pode ser apenas um holograma resultante da conversão de diversas formas de “energias”. Em algum momento, no futuro, a Ciência e o Esoterismo voltarão a ser um só Conhecimento, como era na Idade Antiga da história humana.

Em algum momento o ser humano redescobrirá as chaves para interpretar os mitos antigos, que foram o método que nossos antepassados encontraram para nos transmitirem o Conhecimento que nos foi legado e encontra-se velado nos arquivos de Akasha.

Não pode ser mera coincidência que povos, de diferentes culturas, com diferentes linguagens, distantes entre si, tenham mitos tão similares quando à origem do ser humano e do Grande Dilúvio que aconteceu em Gaia, um cataclismo que modificou radicalmente a vida neste mundo e deu origem à outras civilizações. O Grande Dilúvio foi o Segundo Impacto.

Sinais e ruinas ainda desafiam a nossa parca compreensão de nossas origens, que podem ter uma ligação com culturas, civilizações e povos que existiram antes da humanidade, uma civilização construída possivelmente por reptilianos ou outras formas de seres que eram descendentes dos “Deuses”.

Diversos mitos tem concordância demais nisso. A Era da Humanidade iniciou-se depois de um Grande Dilúvio, consequência ou resultado de um embate entre duas facções de seres, de um lado os descendentes da Serpente ou do Dragão e de outro os descendentes do Fogo ou do Trovão. Diversos mitos mostram como Deuses da segunda e terceira gerações entram em conflito com os Deuses que os antecederam, até que surja um Deus que consolide o poder e a ordem, tornando-se, assim, o Deus Rei, o Deus Pai, o Deus do Firmamento, o Senhor. Aos perdedores, o opróbrio, o exílio, o banimento para as regiões abissais, o Submundo, o Inferno. Novamente, a referência que nos remete ao Registro de Akasha. Os Deuses da Ordem ganharam o reino dos homens, aonde tem exercido seu domínio de forma absoluta e tirânica, mas que vai rachando aos poucos quando a humanidade resgata, ainda que parcialmente, o Conhecimento.

Nós não sabemos muito sobre nossas verdadeiras origens, raízes, essência e propósito, mas sabemos algo de nossa jornada quando lemos o que nossos antepassados nos contam, por pergaminhos, estátuas, construções, reinos e impérios. Não é uma narrativa exata e precisa, pois se confunde com os mitos e lendas, mas estes também são parte disso que nós chamamos de História.

Humanos contando de forma humana sua humanidade. A história é contada por quem vence. Dependendo de quem conta, do que e de quem se fala, a mesma história será contada de diversas formas. Então os orgulhosos descendentes de Heleno [Helenos] irão contar bravatas de suas conquistas heroicas e de sua obstinada resistência contra os descendentes de Perseu [Persas], como se ambos não fossem parentes nem tivessem tido uma origem em comum. Que maravilhosa confusão aconteceria ao orgulhoso Ocidente se levasse em conta que Europa era irmã de Fênix, aquele que deu origem ao povo Fenício.

Nossa gente organizou a cidade e a sociedade como um espelho da organização e hierarquia que conhecíamos por intermédio dos mitos sobre os Deuses. Nisto os mitos também são coincidentes, os Deuses copulavam [e muito] com nossa gente, de onde surgiam os semideuses, os heróis e os primeiros reis. Todas as grandes civilizações tiveram um fundador, descendente dos Deuses. Eu ouso afirmar que a civilização surgiu e cresceu por ordem divina.

Fomos tão bem sucedidos, crescemos e expandimos tanto que nós começamos a nos tornar orgulhosos e prepotentes. Com o tempo e a riqueza, não demorou que nos esquecêssemos e duvidássemos de nosso Deuses, inventássemos outros ou mesmo adotássemos Deuses estranhos. Rapidamente nós colocamos o homem no centro do mundo, do universo, o conhecimento humano quis sobrepujar tudo.

O homem era a medida de todas as coisas, então não havia mais limite e assim o ser humano provocou o Terceiro Impacto, na forma de duas ogivas nucleares que evaporou milhares de inocentes civis sob a alegação de que a guerra acabaria. Hiroshima e Nagasaki são as lembranças de que a ciência tem seus crimes também.

O mundo humano está em fase de transição, nós ainda estamos lidando com os efeitos do Terceiro Impacto. Nós estamos em 2016 e ainda não surgiu nenhum Angel ou Eva. Mas a Era da Iluminação, o egoísmo, o niilismo e o ateísmo esgotaram-se junto com o consumismo e o materialismo. A humanidade está aos poucos resgatando sua espiritualidade natural, independente e livre das doutrinas e dogmas das instituições religiosas. A ciência e a tecnologia há tempos abandonou a negação infantil da existência dos Deuses para seguir seus propósitos que é o de disseminar informação e conhecimento de forma ampla e acessível. Curiosamente ambas estão adquirindo e assimilando a espiritualidade que tanto tentou erradicar, ecoando os mesmos conceitos que existiram há milênios no Ocultismo e no Esoterismo.

Em algum momento pode haver uma convergência, um evento ou descoberta podem ser como uma etapa final desse processo. Infelizmente o Registro não diz o que nos aguarda e qual a possibilidade de Gaia voltar a ver o planeta misterioso. Com o maior dos otimismos, considerando os recursos e conhecimento que temos, talvez nosso encontro com Nibiru não seja fatídico, mas necessário, para que nos recordemos de todos os arquivos de Akasha e possamos nos dar conta de nossa verdadeira origem, essência e propósito.

Que venha o Quarto Impacto.

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