A guerra é um baile

Flores se abrem no jardim como se saudassem o alvorecer, pássaros chilreiam em louvor a Hélios e Ana esfrega os olhos tentando acordar para só então se dar conta que dormiu completamente nua no chão. Instintivamente busca por Elsa, que denuncia sua presença ali perto com um ronco e ela está igualmente dormindo completamente nua no chão.

– Bom dia, Ana. Eu espero que tenha dormido bem. Eu tomei a liberdade de preparar o desjejum para você e Elsa, eu espero que não se importem.

– Você! Foi você! Nos embebedou e se aproveitou de nós, não é, mercenário?

– Oh, não, de forma alguma! Você e Elsa se embebedaram voluntariamente com a excelente cerveja da casa. Mais ou menos depois da quinta caneca, você e Elsa tiraram toda a roupa e começaram a transar. Vocês bem que tentaram me incluir em suas… brincadeiras e, admito, eu fiquei muito tentado, mas eu preferi me divertir assistindo à distância.

Os portões da sala de audiências faz um tremendo estrondo com a entrada repentina de Kristoferson, afoito em anunciar algo.

– Elsa! Ana! Nós esta… oh, pelos Deuses! Vocês estão nuas!

– Não perca o controle, senhor Primeiro Ministro. Eu sei que é difícil, afinal, uma das coisas mais belas deste mundo é a nudez feminina, mas eu creio que você tem algo importante a dizer.

– Não queira ensinar minha função… forasteiro! Elsa! Nós estamos sendo invadidos… tem um batalhão com a bandeira do Reino das Ilhas do Sul avançando na direção da capital de Arendelle!

– Hã? Invadidos?

– Argh! Deve ser os homens de Hans vindo resgatá-lo! Vamos, Elsa, vamos lutar!

– Se me permitirem, eu gostaria de cuidar desse… incomodo, se não for uma ofensa aos seus Homens das Neves.

– Oh, meus Deuses! Chá, bolo, bacon e ovos! De onde veio esse café da manhã?

– Elsa, agora não é momento de cuidar da larica pós-sexo. Nós estamos sendo invadidas, lembra?

– Of noffo nofo omugo pofe codor do todo.

– Agora é a minha vez de dizer… Elsa, olha seus modos! Não fale de boca cheia!

– Ah, delicada edelweiss… mesmo de boca cheia ainda mantêm a classe. Apenas acene, minha rainha, sim ou não, quer que eu cuide desse incômodo?

Elsa acena afirmativamente enquanto engole um enorme pedaço de bolo empurrado goela abaixo com uma xícara de chá, diante do espanto de Ana e Kristoferson.

– Nesse caso, eu vou me arrumar aqui mesmo. Sabe, Elsa, eu não espero que entenda ou aceite o que está para ver, mas para mim a guerra é um baile, então eu devo estar devidamente trajado.

Durak pega a maleta que carregava, a abre e, sem vergonha ou pudor, tira toda a roupa, expondo seu corpo talhado por músculos e cicatrizes.

– Elsa, o campo de batalha não é um lugar agradável. Eu ouso te solicitar que espere aqui.

Durak parecia compenetrado enquanto vestia algo como uma armadura, feita de algum tipo de couro, por sobre o qual afivelava um suporte com duas espadas.

– Eu… eu recuso sua recomendação. Eu sou a rainha de Arendelle e você está a meu serviço. Por Arendelle e por minha coroa, eu tenho que estar ciente e presente por seus atos.

– Como desejar, minha rainha. Eu compreenderei se ficar com medo.

Durak deu um sorriso maligno e seus olhos brilharam. Ele sacou suas espadas e iniciou sua preparação para o embate. Elsa percebeu que aumentou a pressão do ambiente enquanto Durak emitia uma aura que desprendia de seu corpo na forma de uma névoa escura.

– Alvo localizado. Inimigo detectado. Protocolos um a cinco ativados. Liberando cinco por cento do poder. Executar!

Com uma velocidade incrivelmente enorme, Durak parte na direção do batalhão inimigo. Elsa, Ana e Kristoferson taparam os ouvidos, pois houve uma onda de choque. Apreensiva, Elsa ficou na soleira de seu palácio, tentando acompanhar a ação, mas pouco podia ser visto, apenas ouvido. Ao longe era possível ouvir o som de gritos de pavor e de corpos sendo retalhados. Tiros, explosões e então um silêncio assustador. Elsa apertou suas mãos, sentiu seus lábios ressecarem, seu coração ficou acelerado e ela sentiu um aperto no peito.

– E… ele está bem, não está?

– Quem liga?

– Bom, eu acho que vou mandar Olaf para enfrentar o batalhão.

– Isso não será necessário, senhor Primeiro Ministro. Não sobrou ninguém vivo.

Saindo dentre as sobras das árvores, Durak aparece, completamente coberto por sangue e carregando algo nas mãos.

– Minha rainha… eu te ofereço… a cabeça do líder dos invasores.

Durak desembrulha o que parece ser o pedaço de uma capa empapada de sangue e expõe a cabeça do duque de Weselton.

– O… oh, meus Deuses!

– E… eu não me sinto muito bem… eu acho que vou… bluaaargh!

– Vo… você acabou com um batalhão inteiro… sozinho? Isso é impossível! Isso não é humano! Que Diabo você é?

– Sua pergunta é estranha, Ana… sua irmã controla o inverno, você controla o outono e acha que são as únicas metahumanas que existem?

– Vo… você está bem? Está ferido?

– Eu estou bem, Elsa, sem sequer um arranhão.

– Mas… tiros… explosões…

– Essas coisinhas? Ah! Nunca me incomodaram.

– Oquei, oquei, você conseguiu impressionar a garota. Mas ela é a minha garota, ouviu? Minha!

– Ana!

– Nada tema, princesa. Afinal, eu também estou jurando minha lealdade e oferecendo meu serviço a você. Então você aceita esta minha humilde oferenda?

– Irk! Jogue fora essa coisa nojenta. Kris, feche a boca e providencie para o senhor Durak um local adequado para seu descanso, onde ele deve aguardar até segunda ordem.

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