Além de Arendelle

– Ufa… essa foi por pouco. Ana, quando você descobriu o plano do Príncipe Hans?

– Bom, eu desconfiei das… intenções dele no baile de sua coroação, quando ele flertou com metade da corte… começando comigo.

– Ainda bem que eu criei meu exército de Homens da Neve, cavaleiros leais e de boa estirpe, descendentes do nosso bom e velho rei Haroldo.

– Que não teriam ajudado em coisa alguma se não fosse a sua “skoldmo” aqui…

– Ah, não comece, Ana. Foi bastante… embaraçoso explicar as coisas depois que você me beijou.

– Hunf! Eu não lembro de ter ouvido você ter protestado… muito pelo contrário, você retribuiu o beijo e, apesar de ser chamada de Rainha do Gelo, você estava bem quente.

– Olha, se você vai insistir nisso, eu vou ter que chamar o Kristoferson.

– Que você, muito gentilmente, depois de uma noite de amor comigo, sua irmã, nomeou como Primeiro Ministro…

– Shushh! Ana! Não em voz alta! General Olaf pode acabar te escutando…

– O que? Será que ele é um cabeça de vento e não um Homem de Neve? Elsa, todo mundo em Arendelle sabe que nós estamos transando.

– Eu não estou te ouvindo, lalalala…

– Oquei, eu não vou te forçar a admitir, eu sou sua irmã, mas você ainda é a rainha daqui. E como tal, nós temos que pensar em como melhorar o nosso reino estabelecendo bons relacionamentos comerciais com outros reinos.

– Nem pensar. Eu tive o suficiente do mundo lá fora com o Príncipe Hans das Ilhas do Sul. Onde fica isso mesmo?

– Bom, nossos parentes dizem que se nós somos descendentes dos monarcas noruegueses e dinamarqueses, então o Reino das Ilhas do Sul é conhecido como Grã-Bretanha, um conjunto de ilhas colonizadas por outros de nossos antecessores, os Anglos e Saxões, parentes dos Germanos.

– Ah! Ingleses! Só podia ser! E o tal de duque de Weselton?

– Descendente dos Normandos, que colonizaram o litoral da Gália.

– Ah! Franceses! Só podia ser! Risquem esses reinos. O que sobra?

– A Europa é grande, “vossa majestade”…

– Está querendo me dar aulas de geografia, Ana? Eu lembro muito bem que você quem ficava de recuperação na escola…

– E eu lembro muito bem que foi você quem me atingiu na cabeça com uma bola de neve…

– Está bem, vamos parar. Senão vamos acabar brigando e eu não quero dormir sozinha. Eu gosto dos belgas, holandeses, austríacos e todos os reinos do leste europeu. Nós temos embaixadores suficientes?

– Eu acho que sim, mas… e mais ao sul? Tem os espanhóis e os italianos.

– Argh! Latinos! Quentes demais, pegajosos demais, orgulhosos demais, convencidos demais.

– E lá vem a Rainha do Gelo de novo. Sabe, Elsa, nós temos que trabalhar nessa imagem que nós somos um povo frio e insensível.

– Pois eu chamo isso de educação e etiqueta, Dama do Outono.

– Aha! Quem está usando apelidos de infância agora?

– Eu ficaria a tarde toda listando os seus apelidos que eu aprendi do Garoto da Rena…

– Kris… depois eu “converso” com ele. Mas voltando ao foco do assunto, se você tem tanta aversão por latinos, está fora de cogitação qualquer acordo com o Reino de Southerly?

– Mas… que Diabo é isso?

– Onde é a pergunta certa… reinos que surgiram em terras do outro lado do oceano. Reinos novinhos em folha, com um imenso potencial e riquezas inexploradas, reinos que estão ansiosos em receber reconhecimento da Europa, depois que se tornaram independentes. O problema é que anteriormente estes reinos eram colônias de ingleses, franceses e latinos.

– Puxa vida… e além de Constantinopla? Tem os reinos persas e asiáticos que ainda não consideramos.

– Destes, quem não gosta sou eu. Ali a mulher é muito oprimida e há muita restrições a outras formas de relacionamento amoroso.

– Que estranho… as notícias falam do oriente como uma terra de promiscuidade…

– E a senhora ficou toda animadinha né? Depois eu que sou a Dama do Outono hem?

– Ana! Você sempre consegue me deixar envergonhada! Você acaba sempre falando de sexo!

– Mmmm… e eu sei que você gosta que eu fale dessas coisas em seu ouvido, enquanto geme descontroladamente pela ação de meus “dedos mágicos”…

– Ah! Ana! Aqui não! Não na sala do trono! Alguém pode chegar e… mmmmm….

– Ora, ora… “vossa majestade”, você está toda molhada… e eu nem comecei…

– Cofcof… ahem… com licença, Rainha Elsa, Princesa Ana…

– Kris! Olaf! Graças aos Deuses vocês chagaram! Eu e Ana estávamos… eh… conversando sobre futuros tratados diplomáticos com outros reinos.

– Sem problema, Rainha Elsa. Eu aceitei e superei o fato que minha rainha e minha princesa estão transando, a despeito de serem irmãs. Olaf ainda está na terapia, mas ele é mais lento para essas coisas. Se vossas majestades me permitem, tem um emissário do Condado de Vera Cruz pedindo audiência.

– Condado de Vera Cruz? De qual reino?

– Ele vem de Southerly, majestade. Uma viagem longa para um emissário, mas eu desconfio de que ele seja um mercenário.

– Uma mera diferença semântica, meu caro Primeiro Ministro. Apenas uma pequena diferença semântica separa um emissário de um mercenário. Desculpem minha intromissão, vossa iluminada majestade. Diante de vossa magnifica presença encontra-se um mero escravo de vossa vontade, Sir Durak Llyffant.

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