Todo ser vivo nasce com sexualidade

Notícia que eu encontrei que mostra o quanto nós estamos enganados e iludidos com esse ideal romântico [do século XVIII, graças a Jean Jacques Rousseau] de que criança e adolescente são “naturalmente” ingênuos e inocentes quanto ao corpo, ao desejo, ao prazer e ao sexo.

O estímulo sexual surge ainda na primeira infância, quando a menina tem entre cinco e seis anos. “Ela começa a se explorar e é frequente, ainda nos dias de hoje, os pais dizerem ‘não faça isso, não mexa ai”. Essa conduta pode fazer com que a menina tenha dificuldades na vida sexual”, afirma Caio Parente Barbosa, ginecologista especialista em Saúde Sexual e Reprodutiva.

Para Maria Elisa Noriler, coordenadora do ambulatório de Ginecologia Endócrina do Hospital Municipal Maternidade Escola de Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, é preciso haver estrutura familiar para que a menina não sinta que essa sensação é proibida. “A mãe ou o pai precisa falar que essa ‘coceirinha’ pode machucar se ela mexer errado. É importante ensinar à menina que quando sentir a tal ‘coceirinha’, que vá ao banheiro, para que ela aprenda a ter autocontrole, saiba que pode se tocar, mas não em qualquer lugar”, explica Maria Elisa.

“O orgasmo feminino só ocorre na espécie humana. Isso não aconteceu à toa, é um dos componentes importantes da vida”, afirma o ginecologista Caio Parente Barbosa. Mesmo assim, apesar de privilegiadas no reino animal e mesmo com todos os benefícios para o seu bem-estar, as mulheres ainda “travam” quando o assunto é masturbação. “Existe muito tabu em assuntos sexuais na sociedade em geral. Há muitas mulheres que acham feio, moralmente e religiosamente errado”, comenta a radialista Rafaela*, 27, que se masturba com frequência. 

Segundo a pesquisa Mosaico Brasil, realizada pelo Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP (Universidade de São Paulo), divulgada em 2008 – a mais recente feita sobre a temática -, cerca de 40% das mulheres brasileiras nunca haviam se masturbado. “A pesquisa foi feita com 8.000 pessoas, entre homens e mulheres. Entre os homens, essa porcentagem foi algo em torno de 3% ou 4%”, conta a psiquiatra e coordenadora do estudo, Carmita Abdo, coordenadora do Prosex.

Rafaela conta que hoje tem um bom conhecimento sobre o seu corpo porque os pais nunca a reprimiram. “Mas isso não é comum. Tem muito tabu na sociedade quando se trata de assuntos sexuais. Acho que todos deveriam ser mais esclarecidos em relação ao tema — só traz benefícios”, conclui.

A repressão social pode fazer com que as mulheres desenvolvam vaginismo, uma condição psicológica que faz a musculatura do períneo contrair de tal maneira que não permite a penetração do pênis ou objetos sexuais. “Orientamos mulheres que têm vaginismo a se masturbarem. No geral, essas mulheres foram ‘castradas’, reprimidas sexualmente durante a adolescência e, em casos mais extremos, até abusadas sexualmente”, diz Maria Elisa Noriler.

[Notícias UOL]

Então nós, como “adultos” devemos dar uma educação sexual para essa garotada, antes que “aprendam” por revistas pornográficas, pela internet ou por experiências desagradáveis. Eu sou favorável que toda educação começa em casa. Inclusive a educação sexual. Além de fortalecer os laços familiares e afetivos, formará pessoas com uma vida afetiva e sexual muito mais saudável do que nós mesmos tivemos.

Somente formando essa geração é que acabará a necessidade de existir pornografia, prostituição e isso ajudará a acabar com toda forma de violência, física e sexual.

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