Minha vida é um anime – III

Um sinal ressoa agradável pelos corredores da escola, deixando os alunos alegres. Kate, a representante de classe, se levanta e conduz a turma.

– Atenção! Em pé! Ayanami sensei, por favor, dispense a turma para o intervalo! Reverência!

– Nossa, mas já chegou a hora do intervalo? Puxa, o tempo voa quando fazemos o que gostamos, não é mesmo? Muito bem, Hoshimiya-chan, transmita para o pessoal que a turma está dispensada. Nos vemos daqui a uma hora pessoal, tudo bem?

– Sim, Ayanami sensei! Eu agradeço em nome da nossa turma! Classe, dispensada!

Os alunos ficam mais relaxados depois do comando dado por Kate. Alguns saem para o refeitório, outros saem para a pracinha e o restante abre suas marmitas na sala de aula mesmo. Eu sei que minha mãe deixou uma marmita em minha mochila, mas antes de comer eu fui falar com Kate. Ela estava cercada de alunos, dando informações, respondendo a perguntas.

– Com licença, Hoshimiya senpai! Eu peço permissão para falar com a senhorita.

Kate interrompe a reunião e volta-se em minha direção, fitando-me com um olhar intrigado e surpreso. Os alunos que estavam ao redor dela olham para mim com um misto de pena e compaixão, como se prenunciassem meu fim iminente.

– Shishi-san, eu espero que você não esteja querendo desperdiçar meu precioso tempo com bobagens.

– De forma alguma, Hoshimiya senpai. Para falar a verdade, é exatamente disso que eu quero falar. Eu sei que meu comportamento não é o mais adequado, mas eu te peço que me dê a oportunidade de demonstrar que eu mudei. Por favor, permita que eu a ajude nas atividades do clube dos alunos.

Kate fica boquiaberta e olhos esbugalhados. Os alunos que estavam ali pareciam ter escutado as trombetas do Apocalipse. Com uma expressão bem séria, Kate olhou-me de cima a baixo antes de proferir sua sentença e ir cuidar de seu almoço.

– Isso cabe a eu decidir. Depois nós conversamos, Shishi-san.

Não foi muito, mas é um começo. Eu consegui falar com Kate e, se ela for a mesma Kate que eu conheci dos animes no mundo humano, então eu estou apostando que nós vamos nos dar muito bem. Agora meu próximo alvo é a professora Rei.

– Com licença, Ayanami sensei! Desculpe-me por tirar seu tempo de intervalo, mas eu preciso falar com a senhora.

– Ora, ora, Shishi-kun, quanta gentileza e educação! Nem parece você mesmo. Aliás, você é o primeiro garoto dessa turma que tem coragem de vir falar comigo. Eu espero que você esteja preparado para aguentar as consequências.

Rei senta-se em cima de sua mesa e abre um sorriso que faria derreter o campo ATF de qualquer anjo. Ainda bem que não ficaram muitos dos garotos na classe, mas eu posso sentir o ódio dos que permaneceram. As garotas parecem estar bem interessadas em ouvir o que eu tenho a dizer, como se esperassem que eu fosse dizer alguma bobagem típica de um garoto.

– Ayanami sensei, é disso mesmo que eu quero falar com a senhora. Eu não estava sendo eu mesmo até hoje. Eu não sei qual a consideração que a senhora tem sobre mim, mas eu te peço que me dê uma chance para mostrar que eu mudei.

– Senhora? Puxa, assim eu vou me sentir uma velha. Shishi-kun, você é meu aluno, então você é responsabilidade minha. Eu nunca, jamais, irei perder a minha esperança de ver meus alunos crescerem e virarem boas pessoas.

Rei levanta de cima da mesa e, como se estivesse de saída, fica bem perto de mim e sussurra algo em meu ouvido.

– Que ninguém saiba, Shishi-kun. Mas você é meu favorito. Mesmo do seu jeito atrapalhado, você sempre foi bastante sincero e honesto sobre seus sentimentos por mim, ao contrário dos outros garotos. Eu quero que você saiba, Shishi-kun, que eu chego a ter ciúmes de Kaname.

Antes de dar a volta e sair da sala, Rei rapidamente dá um beijo em meu rosto. Os garotos devem estar fazendo juras de morte, mas eu não me importo. Se essa Rei for parecida com a Rei que eu conheço dos animes, minha mente poderá realizar muitas fantasias. Eu acompanho a saída dela da sala quando eu vejo Kaname me esperando no corredor para irmos almoçar, visivelmente brava.

– E então, Shishi-kun? Podemos ir comer ou você quer ficar babando mais por sua professora? É isso que você diz com estar querendo mudar? Você não está nem um pouco diferente dos demais garotos nojentos.

– Kaname-chan, nós precisamos conversar também. Você, mais do que todos, precisa ficar do meu lado, me ajudar e me apoiar nessa minha superação.

Kaname ficou impressionada. Eu não dei desculpas esfarrapadas, não tentei negar o acontecido nem tentei mudar de assunto. Eu parecia estar bastante sério e decidido. Ela suspira e dá de ombros.

– Eu acho que não tem muito jeito. Garotos são garotos. Ayanami sensei desperta certas coisas nos garotos que são incontroláveis. Muito bem, Shishi-kun, nós vamos conversar. Eu hei de te ajudar. Vamos.

Kaname muda sua expressão de brava para satisfeita. Ela pega meu braço e coloca em torno do dela. No mundo anime, isso só acontece quando duas pessoas tem algum relacionamento sério. Os alunos olham espantados enquanto comemos o almoço e Kaname faz questão de me servir comida na boca, o que no mundo anime só acontece quando duas pessoas tem um relacionamento sério e íntimo, comer da comida que uma garota te serve é uma declaração de namoro. Depois de comermos, demos uma volta para conversar quando repentinamente Kaname me puxou para um canto escondido.

– Shishi-kun, não pense que você vai sair sem que nós conversemos a sério. Você precisa se decidir sobre nós. Eu te conheço desde que somos pequenos e eu sofro muito quando eu te vejo falando com outra garota e morro de ciúmes de Ayanami sensei. Então se você realmente mudou, você vai ter que assumir sua responsabilidade. Eu quero que você seja bem sincero e diga o que sente por mim, Shishi-kun.

Kaname fica com aquele mesmo sorriso enigmático, deixando seus lábios a centímetros de minha boca enquanto pressiona seu corpo e seios macios contra meu corpo. No ônibus, uma freada brusca havia me salvado, mas agora eu estou contra uma parede, sem saída.

Quando eu estava no mundo humano e assistindo anime, cenas assim geralmente terminavam com alguma situação cômica, mas eu estou vivendo no mundo anime, não tem um roteiro, então eu faço o que qualquer garoto faria em uma situação assim. Eu envolvo o corpo de Kaname com meus braços e dou um beijo caprichado.

A princípio Kaname está surpresa e assustada com minha reação, mas não demora em retribuir o beijo. Paramos para retomar o fôlego e ambos percebemos que nossos rostos estão avermelhados e nossos corpos estão quentes. Eu percebo pela blusa de Kaname que seus seios estão eriçados e ela percebe que minha calça está com um volume entre as pernas.

– Shishi-kun… você está assim por minha culpa… eu também tenho que assumir minha responsabilidade.

Kaname se ajoelha, abaixa minhas calças e se refestela com o que eu tenho a oferecer enquanto ela se estimula. Ela para quando atinge o clímax, levanta e então diz aquilo que todo homem quer ouvir de uma mulher.

– Shishi-kun, se você realmente me ama e quer me fazer feliz, você deve colocar seu treco dentro de mim até derramar e preencher meu ventre com seu creme.

No mundo do anime não há qualquer problema, regra ou tabu. Eu e Kaname consumamos nosso amor, rispidamente interrompido pelo som do sinal da escola anunciando o fim do intervalo.

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