Discussão de gênero e estigmatização social

A estigmatização social é sem dúvida um parâmetro para a definição do sujeito em meio à sociedade.

Estigmatizar também pode ser encarado como uma “seleção natural ” assim como ocorre no reino animal. Aqueles que não se encaixam na sociedade de acordo com as normas de aceitação e convívio social não estão inseridos no meio, sendo assim excluídos dele e tratados de maneira diferente quanto aos outros.

A estigmatização está relacionada primeiramente  à escolha do indivíduo e de seu grupo de vivência, e também está relacionada ao preconceito e reações que ele desencadeia. A partir das decisões de um indivíduo são geradas diversas formas de julgamento sobre ele, provenientes da própria sociedade que o cerca. Quando se cria a imagem de alguém de forma negativa ou se rotula um perfil desta, muitas vezes ela sofrerá repressão, será hostilizada, culminando no  preconceito, que pode acontecer oralmente com ofensas ou fisicamente com agressões. Todas as formas machucam, chocam, mas infelizmente são constantes em nossa sociedade seletiva e discriminatória.

Não há como falar de preconceito, diferenças e decisões sem tratar dos questionamentos sobre a discussão de gênero. O gênero é alternativo para cada pessoa atualmente. Existem dois sexos, o masculino e o feminino, assim como os gêneros, porém o sexo é nato e o gênero é relativo. Naturalmente todas as formas de variedades de gênero estão presentes em nossa sociedade: lésbicas, homossexuais, bissexuais e transexuais. Em virtude  do convívio e o livre arbítrio , assim como  definir quem você ama e com quer se relacionar, as variedades de gêneros coexistem. Porém essas escolhas ainda têm instigado as pessoas, muitos ainda não entendem o que isso venha a ser ou as consequências posteriores disso. Entre os que concordam ou discordam , as divergências são inevitáveis e o preconceito toma uma proporção cada vez maior.

Com as célebres frases de compositores brasileiros como Renato Russo e Lulu Santos que retratam a realidade do país podemos refletir acerca desse tema.

Renato Russo: “ É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”, retrata o amor ao próximo e o respeito também.

A canção “Toda Forma de Amor” de Lulu Santos faz referência à configuração e inserção dos gêneros na sociedade. Nos trechos da mesma canção “E a gente vive junto/E a gente se dá bem/Não desejamos mal a quase ninguém/E a gente vai à luta/E conhece a dor/Consideramos justa toda forma de amor”, Lulu Santos canta o relacionamento a dois com indivíduos do mesmo sexo  como o de qualquer outra família, ele se diz conhecedor da dor da repressão sofrida por casais e também reivindica que é preciso considerar justa toda forma de amor mesmo que não seja da maneira “comum”. Outro trecho interessante é: “ Eu não pedi pra nascer/Eu não nasci pra perder/Nem vou sobrar de vítima/Das circunstâncias/Você não leva pra casa/E só traz o que quer/Eu sou teu homem/Você é minha mulher…” , nascer é um direito e  você não decide, e nascer para não viver bem é como perder esse direito, o sobrar de vítima é sofrer com a estigmatização, sendo o alvo atingido. O contexto final do “trazer o que quer” é que nenhum proveito se tem do viver monótono e cansativo da rotina “ eu sou teu homem, você minha mulher” que está diretamente ligado a essa imposição da família heterossexual  ser a única existente.

O respeito ao próximo deve prevalecer entre os seres humanos. Cada indivíduo é livre, podendo fazer uso do livre arbítrio para expressar pensamentos, fazer suas escolhas, viver  de acordo com as suas convicções.

Fonte: Socializando CMM

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