Tribalamor

A palavra poliamor está errada. Ou é multiamor ou polifilia. Misturar um sufixo grego e um romano é errado.

Pessoalmente, sincretismo gramatical me incomoda tanto quanto sincretismo religioso, ambos podem ser enriquecedores. Mas poliamor é um termo amplo, usado de formas diferentes e frequentemente como um termo para qualquer forma de relacionamento não-monogâmico.

Eu estive vivendo desse jeito por mais de três anos e embora eu esteja OK com o rotulo “relacionamento poliamoroso”, “relacionamento aberto”, “não monogâmico” ou simplesmente “aberto”, eu costumo definir o que pratico como “tribalamor”.

Eu amo pessoas. Eu amo amar pessoas. Eu amo ser amada por pessoas. Eu amo o amor. Eu amo que o amor venha em tantas formas. Quando eu comecei essa jornada eu não conhecia regras, expectativas ou etiqueta, eu inocentemente entrei, amando a ideia de amar sem limites. Eu descobri que dizer a alguém “eu te amo” no primeiro encontro era tanto uma falha como a causa de uma grande confusão e espanto. Era a primeira vez que eu me apaixonava aos 31 anos e de que outra forma eu deveria expressar?

Depois de meu primeiro fora, eu descobri que eu ainda o amava. As coisas mudaram e alteraram, a forma de nosso relacionamento precisava ser reciclada, mas o amor ainda estava lá. Como eu posso separar os diferentes tipos e camadas do amor que eu posso chamar de amor e qual não é apropriado para a palavra amor?

Eu dei um bom susto no namorido seguinte com minha exuberância desinibida e dois anos depois ainda estamos juntos, amando um ao outro. Depois de um tempo eu tentei me encaixar e descobrir os limites entre amizade e encontro, namorido, parceiro, amante, amigo. Eu não era boa nisso, mas eu aprendi a segurar e prosseguir com mais cautela. Eu matei a palavra amor e moderei minha exuberância. Mesmo assim eu causei confusão e desentendimentos, ficando cada vez mais frustrada com as regras complexas da sedução.

Eu desisti e decidi que eu iria amar apaixonadamente e livremente e pagaria o preço de ser magoada se é o que custava. O limite entre amigo, amante e parceiro importava cada vez menos. O que realmente quero é amar uma tribo de pessoas incríveis. Eu não me importo se você é meu amigo, meu amante, meu par romântico, meu carinho, meu namorido, minha namorada, se estivermos conectados, eu quero que você seja parte de minha tribo e eu quero te amar e ser amada por você.

Nós podemos alternar os limites e ir de uma categoria de relacionamento a outro, para isso que serve a comunicação. Mais do que tudo, meu coração está aberto e se o seu também está, vamos caminhar juntos por algum tempo. Eu te convido a entrar em meu coração e em minha tribo. Nós não precisamos caminhar juntos para sempre. Nós não precisamos ser amantes. Nós não precisamos ser românticos. Nós podemos ficar mais próximos e nós podemos criar mais espaço. Meu amor por minha tribo florescente, cativante, sempre mutante, não tem limites. Você quer fazer parte de minha tribo e me deixar te amar tribalamorosamente?

Autor: Annika Mongan

Fonte: Cross and Pentacle

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