Zoltar na Universidade

No mundo Fantasy existe a Cartoonland. Existem diversos habitantes e evidentemente existem escolas e universidades. O desejo de todo habitante de Cartoonland é graduar em alguma grande universidade e se tornar um personagem famoso. Existem certas famas que não são desejadas, como a de ser escada do protagonista. A profissão mais odiada em Cartoonland é a de vilão, mas alguém tem que fazer este papel.

Cartoonland é dividida em duas regiões. O norte é uma região cheia de flores, cores, riquezas. O sul é uma região cheia de espinhos, sombras e pobrezas. A maioria dos habitantes que se tornam protagonistas ou heróis dos estúdios de animação vem do norte. A maioria dos habitantes que se tornam antagonistas ou vilões dos estúdios de animação vem do sul.

O sonho de todo habitante de Cartoonland é entrar na Universidade de Heróis. Os que não conseguem, vão estudar na Universidade de Vilões. Todo ano, a Universidade de Heróis e a Universidade de Vilões realizam jogos estudantis. Todo ano a Universidade de Heróis vence. Todo ano os veteranos da Universidade de Vilões convencem aos novatos que vencerão no próximo ano. Todo ano os formandos da Universidade de Vilões levam em seu diploma a lembrança da Regra de Ouro: “O Bem Sempre Vence”.

Heróis têm beleza, carisma e poderes. Vilões têm inteligência, perseverança e tecnologia. Heróis são os preferidos pelas rainhas, donzelas e garotas em geral. Vilões são os preferidos pelos monstros, capangas e bruxas.

Zoltar nasceu em uma vila simples em algum lugar da região sul de Cartoonland. Vida dura e sofrida nunca foi motivo para que ele não desenvolvesse sua inteligência e senso de estética. O sonho de Zoltar era o de entrar na Universidade de Vilões. Suas notas na escola e as referências que ganhara, ele poderia até se inscrever na Universidade de Heróis, mas ele conscientemente se inscreveu na Universidade de Vilões.

O pai de Zoltar é um ogro e sua mãe é uma bruxa. Juntaram com amigos e vizinhos o necessário para que Zoltar tivesse ao menos uma viagem digna. As demais criaturas que estavam na estação de trem torciam o rosto em desaprovação, mas Zoltar não se importava mais com o que pensavam dele. Há tempos Zoltar aprendera a ter autoestima e o conselho de seu avô que lhe disse que a única opinião que importa sobre ele é a dele mesmo. O fiscal de vagão bufou, mas não tinha o que fazer. Recolheu o bilhete e indicou seu lugar no vagão.

Zoltar aconchegou sua única mala de viagem no bagageiro e abriu um livro de título “Os Maiores Vilões da História de Cartoonland” para ler durante a viagem. Passos, a porta da cabine do vagão se abre, o fiscal de vagão fez careta ao lembrar que Zoltar estava lá, mas fez entrar os outros passageiros daquele vagão. Dois homens, três mulheres, um rapaz. Repentinamente, uma ultima passageira rompe por detrás do fiscal de vagão. Zoltar arregala os olhos. Diante dele estava a mais bela elfa negra que ele havia visto em toda sua vida. O fiscal de vagão também fez uma careta ao se dar conta de mais esta criatura vinda de Umbra, capital do sul de Cartoonland. Os outros passageiros também franziam suas expressões ao ver Zoltar.

– Que gente mais preconceituosa! Acham que apenas os filhos das Luzes que são seres vivos e tem direitos. Oi, meu nome é Alexis.

– Muito prazer. Meu nome é Zoltar.

– Ainda bem que você está aqui, Zoltar. Seria um saco viajar com gentinha assim.

– Eu não me incomodo com eles. São, como você mesma diz, gentinha.

– Haha! Sem dúvida! Opa, eu estou vendo em sua mão o livro dos maiores vilões?

– Sim, é a edição mais recente.

– Puxa eu sempre quis ler. Posso ficar ao seu lado e ler durante a viagem?

– Claro, será um prazer.

– A minha favorita é Malévola. E você?

– Sauron.

Zoltar e Alexis passaram o tempo inteiro da viagem juntos. Leram juntos o livro e acabaram ficando amigos, ou algo mais. Zoltar pagou pelo carro que os levou até a Universidade de Vilões. Na entrada tiveram que se separar, politica do reitor. Alexis foi para a ala feminina e Zoltar para a ala masculina. Era apenas o seu primeiro dia, mas sua mente traçava planos para burlar a politica do reitor para poder ver Alexis.

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