O sexo, o amor, o homem e a natureza

“Olhe para a humanidade, o homem está doente, cheio de doenças acumuladas em cinco, seis, dez mil anos”. Normalmente é dito que o homem está errado isentando a cultura de responsabilidade. O homem tem se deteriorado, mas nossa cultura e religião têm sido enaltecidas, e agora nos deparamos com o resultado disto.
Dizem: “O homem está errado; o homem deve se transformar”; após dez mil anos, a cultura e a religião ainda são incapazes de nutrir o homem com amor, assim, se nesse período não houve expansão deste sentimento, não será nos próximos dez mil que ocorrerá. A civilização e a tecnologia, mudam, mas o homem será sempre o mesmo, pois, a base está defeituosa, o homem atual é a prova disto. O homem, apesar de estar mais civilizado, culto e religioso, está mais insensível ,a corrente que liga os homens, pelo amor, está quebrada ou bloqueada por pedras que foram colocadas, obstruindo o fluxo da natureza. “O Ganges não pode jorrar, não pode fluir novamente”. O amor como essência da natureza está no interior de cada um, mão se pode extraí-lo de algum lugar no exterior pois está preso dentro do homem, basta libertá-lo, é como uma estátua que já existindo para o escultor, está coberta de pedra fundida, não se cria uma estátua, e sim, a descobre. O amor se mostra se não houver barreiras, as barreiras da falsa cultura impedem que o homem seja inundado por ele. “Nada pode destruí-lo, o amor é inevitável, é nossa natureza.

“O Ganges flui no Himalaia”, por mais distante e oculto que esteja o oceano, o rio encontrará o caminho, mas se as obstruções forem feitas pelo homem, como diques, pode ser que ele não consiga chegar no oceano. “O homem pode impedir um rio de chegar no oceano”. Na natureza não existe desarmonia, os obstáculos naturais são desafios para despertar energia, a maioria das obstruções são criadas pelo homem, se estes bloqueios forem removidas conscientemente, o amor poderá fluir, elevar-se até tocar o supremo.

“A obstrução mais óbvia é a censura da paixão, a verdade é que o sexo é o ponto inicial do amor”. O amor é a transformação da energia sexual.
Os elementos do carvão são os mesmos encontrados no diamante, são a mesma coisa, são dois pontos de um mesmo processo de milhares de anos.
Se você menosprezar o carvão por considerá-lo de pouca importância, a possibilidade deste se transformar em diamante acaba aí mesmo, assim, a possibilidade de qualquer progresso é fechada.

A energia do sexo pode florescer no amor, mas a maioria está contra ele, esta oposição não permite que a semente germine, destruindo o “Palácio do Amor” nos alicerces, a aversão ao sexo tem destruído esta possibilidade.
Quando a luxúria é transcendida, o sexo pode tornar-se amor.

“A mente é venenosa, lute contra ela”, assim tem-se dito. A mente existe no homem assim como o sexo, contudo, espera-se que o homem fique livre dos conflitos internos, esperando-se uma existência harmoniosa.

Fonte: Mito e História

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