Arquivo mensal: junho 2015

Amor Livre, Eros e Anarquia

A Mulher e o Amor Livre

Geralmente se tem uma ideia muito errada sobre esse ponto de ideal libertário que não é demais esclarecer.

Atualmente, o amor livre não pode ou é muito difícil que se desenvolva todas as condições nas quais se desenvolve a vida da mulher. Exige, para chegar este ato à uma feliz realização, que a emancipação econômica da mulher esteja nas mesmas condições que a do homem e que ela não tenha, no geral, que se subordinar aos caprichos dele.

Ouvimos dizer com muita frequência, quando se trata de um capitalista que tem muitas queridas, em tom humorista, que é partidário do amor livre. Nada tão absurdo como esta ideia, pois ela engloba a prostituição e o adultério, ambas as coisas que no amor livre não tem espaço, posto que não podem existir, porque desde o momento que alguma dessas coisas ocorra, deixa de ser amor livre.

A união dos seres tem de ser instintiva; há de responder a um sentimento de carinho, de amizade, gerado pelo trato ou pela simpatia; é compenetração,é justaposição dos seres que se unem espontaneamente sem outros convênios e vínculos que a lei natural os impõe, e essa mesma lei natural pode causar a separação quando por parte de um dos dois indivíduos se sente a necessidade de mudar de vida.

Atuando desse forma, não há enganação de um por parte do outro; o engano pode efetuar-se unicamente no matrimônio civil ou canônico, que impõe um jugo e a necessidade de suportar essas faltas que tentam ocultar cuidadosamente enquanto estão namorando; coisas que nunca fazem de boa fé, dando lugar a divergências que quase sempre terminam em adultério.

Quando se chega a este extremo, o homem – dizem os moralistas usualmente – pode permitir-se o recurso de obter uma mulher por dinheiro, em outra casa qualquer, sem que a dignidade de sua prórpia mulher sofra danos materiais; mas para ela é diferente, pois está submetida a vontade do homem porque ele a mantém, e por tanto tem abrangente direito a negar-lhe o desfrute da vida.

Mas como a força da natureza tem mais consistência e é mais potente que a autoridade convencional do marido, ela se rebela e por todos os meios trata de proporcionar-se os prazeres que o matrimônio efetuado lhe nega.

Este é o primeiro passo para o adultério que pode terminar, em uma mulher carente de recursos, bens monetários ou intelectuais, na prostituição.

Como consequência, vemos frequentemente nos jornais informativos, colunas inteiras dedicadas à narração de fatos que intitulam criminosos e que são chamados de paixões ou honra, e que na minha concepção não são mais que resultados lógicos do ambiente pútrido e infectado desta sociedade que concede direitos a uns e não aos outros.

Pois se esses males estão na mente de todos, por que não colocar remédio jogando assim todos os preconceitos e convencionalismos que não levam a nada se não até a desgraça da maioria dos seres?

Somos amantes e defensores da união livre ? Pois para que essa se verifique sem obstáculos devemos colocar a mulher em condições econômicas iguais aos homens e o amor livre irá se impor por si só, posto que é um absurdo sem nome que um indivíduo, homem ou mulher, se condene a viver eternamente infeliz ou em perpétua discórdia com o companheiro que foi tocado por sorte.

A união dos seres sem mais pactos nem vínculos que dos de amor significa a inutilidade das instituições civis e religiosas e é um grande passo para a Anarquia.

Autor: Evelio Boal. Artigo publicado no Suplemento de La Protesta de 30 de janeiro de 1922, Buenos Aires, com o título de “El amor libre”.

Não vos Caseis

Jovens, meninas, mulheres em geral, da presente sociedade!

Se não querem ser convertidas em prostitutas, em escravas sem liberdade de pensar nem sentir, não vos caseis! Vocês, as mulheres, o que somos? (sic) Algo! O que nos considera? Nada!

Vocês, as que pensam encontrar amor e ternura no lar, saibam que não encontraram outra coisa que um dono, um senhor, um rei, um tirano.

O amor não pode ser eterno nem imutável e fixo; logo se este tem um término, que será dessa ímpia instituição que dura a vida? O que será, quando o amor terminar, do vosso matrimônio? Irritação, tédio, ir como é natural em direção à prostituição.

Sim, a lei natural nos impele a amar continuamente; não nos impele igualmente a amar o mesmo objeto, não. E então, porque permanecer sujeitas a tal ou qual homem para toda a nossa vida?

Milhares de casos se vêem em que uma infeliz mulher foge do lar conjugal, não quero saber porque causa, seja ela qual for; o caso é que o marido apela à autoridade e esta obriga a esposa a voltar ao lado do homem a quem detesta e odeia. Mas não se faz um pastor com uma ovelha ou uma cabra!

E não digo que na presente sociedade possa uma mulher ter o grau de liberdade que almejamos, mas sim que na nossa futura e próxima sociedade, onde nada faltará a ninguém, onde nada perecerá por fome ou miséria, ali sim queremos o amor livre completamente.

É dizer que a união termina quando termina o amor, e que se eu, porque vontade me dá, não quero estar sujeita a nenhum homem, não me deprecie, porque cumprindo e satisfazendo a lei natural e o desejo próprio tendo um amante e criado dois, quatros ou quantos filhos queira.

Na presente sociedade não o faço, porque como eu não quero ser a empregada de nenhum homem e não sendo meu salário suficiente para manter a mim, menos ainda filhos mesmo, pois eu creio que se os tivesse, me veria obrigada a fugir de ser a fêmea de um ou ser a de dez mais.

Por outro lado, não creio que a crítica me importe; eu não sou daquelas que tem a sem-vergonhice de querer ter vergonha.

É por isso que eu não penso jamais ligar-me a nada, nem tão pouco (se vem ao caso), sufucar minhas entranhas para conservar o negro orgulho ao fruto de meu amor ou monetânea união; é que para “a distinguida” menina fulana que vai (em tempo de inverno) substituir sua apreciável saúde à estância de tal ou qual, e que em poucos meses, ó prodígio! volta sã e libertada da picada de enfermidade que a afligia.

É por isso, queridas companheiras, que digo e penso aos falsos anarquistas que criticam a vossa iniciativa de proclamar o amor livre, gostaria de tê-los ao meu lado quando, rasgado as entranhas, estivera próximo a meu último suspiro, para cuspir no rosto deles, envolta de um lodo sangrento, esta frase: bichas! Seja o que quiser.

Adiante com A Voz da Mulher e com o amor livre. Viva a Anarquia!

Autora: Pepita Guerra. Extraído do artigo “¿Amemos? no. ¡Luchemos!” de La Voz de la Mujer nº 2, 31 de Janeiro de 1896, Buenos Aires, reproduzido pela Universidade Nacional de Quilmes, 1997.

A União Livre

Anarquistas rejeitam a organização do casamento. Eles afirmam que dois seres que o amor não precisa da permissão de um terceiro para dormir junto, desde o seu tempo irá levá-los para a cama, a sociedade não tem nada a ver com isso, sem o direito de intervir.

Os anarquistas dizem ainda mais. Pelo ato ter sido devotados um ao outro, a união de homem e mulher é indissolúvel: eles não estão condenados a terminar seus dias vivendo juntos, se eles se tornam hostis uns aos outros. O que fez com que o livre arbítrio, o livre arbítrio pode desfazê-lo.

Sob o Império da Paixão, sob a pressão do desejo, duas pessoas não viram mais do que boas qualidades, têm fechado os olhos para os defeitos, se juntaram. Eis nublado qualidades de vida comum, traz à tona os defeitos, exposições de cantos arredondados não sei. É necessário que esses dois seres, porque é animado em um momento de excitação, pagar com uma vida de sofrimento o erro de um momento que os fez julgar quão profunda e eterna paixão que não era apenas o resultado de uma excitação nervosa?

Assim, portanto, deve retornar às noções saudável. Será que o amor do homem e da mulher sempre foi mais poderoso que todas as leis, todas as pudicícia que todas as acusações que procuraram atacar o desempenho do ato sexual?

Talvez, apesar da desaprovação que foi derramado sobre a mulher que foi traída por seu marido não falamos do homem que sempre soube como fazer uma margem de manobra em seus costumes, apesar do papel pária reservados para as nossas sociedades prudish à mãe solteira, parou uma vez para pedir aos seus maridos traídos esposas e filhas que se renderia a ter lugar ou quando os sentidos falam mais poderosa do que reflexão?

A história, literatura, só falam de homens e mulheres encornudados, filhas seduzidas. Para alguns espíritos apaixonados, fraco e tímido que se suicidam na união amado por não ousar romper com as preocupações, falta de força moral para lutar contra os obstáculos que os oprimem, contra os costumes e a idiotice de parentes idiotas são muitos dos que zombam tais superstições … segredo.

Esta só se tornou complicada e hipócritas, nada mais. Por ter uma fantasia para regular o que tem escapado séculos de opressão? Vamos, portanto, reconhecer uma vez por todas, que os sentimentos humanos e não sujeito a qualquer regulamentação que exige total liberdade para que possa expandir e completamente. Ser menos puritana, e vamos ser mais honesto, mais moral.

Homem que tenta transmitir aos seus descendentes proprietário os frutos de sua rapina e sendo julgado hoje as mulheres como inferiores, e mais como propriedade do que como um parceiro, é evidente que o homem tem influenciado a sua família para garantir a supremacia do mulher, e assim depois de sua morte, a transferência de seus bens para seus filhos: foi necessário declarar a família indissolúvel. Com base no interesse, e não sobre o amor, é claro que ele precisava de uma força e uma penalidade para evitar o desmembramento sob o choque causado pelo antagonismo de interesses.

Então, os anarquistas acusados ​​de tentar a destruição da família, só quer destruir esse antagonismo, baseando (a família) o amor para torná-lo mais durável. Eles não têm vez erigido em princípio de que homens e mulheres que acabam seus dias juntos por favor, não pode fazê-lo sob o pretexto de que eles teriam um sindicato. Eles não já disse que o pai ea mãe não podem educar seus filhos, porque eles exigem respeito pela vontade do último, que não são considerados como uma coisa, como uma propriedade para seus antepassados.

Na verdade, eles querem abolir a família legal, que querem os homens e mulheres são livres para entrar ou rejeitar o que quiserem. Eles refutam qualquer lei estúpida e transporte regular uniforme sentimentos tão complexos e variados como os que antecedem o amor.

Se os sentimentos dos seres humanos estão inclinados a inconstância, se o seu amor não pode corrigir no mesmo objeto, como alegado por aqueles que querem regular o sexo, nós nos importamos! O que podemos fazer com ele? Uma vez que, no presente, a opressão não poderia impedir que qualquer coisa, ele apenas deu-nos vícios novos, deixar que a natureza humana livre, deixá-los evoluir para onde eles conduzem as suas tendências, as suas aspirações. Ela está atualmente inteligente o suficiente para saber reconhecer o que é útil ou prejudicial, a reconhecer, com sua experiência, em que sentido deve evoluir.

Quando o homem ea mulher verdadeiramente o amor, esse amor vai induzir resultado, reciprocamente, para tentar ser digno das carícias de sua escolha.

Supondo que o parceiro ou a parceira que você ama pode voar do ninho o dia em que não poderia encontrar a satisfação que eles queriam mais, cada indivíduo vai fazer todo o possível para participar, será completamente. Como em que as espécies de aves que na estação do amor, o sexo masculino assume um novo brilhante plumagem para seduzir a fêmea cujas simpatias quer capturados, os seres humanos cultivar qualidades morais que devem fazer amor agradável o seu e sua empresa. Com base nesses sentimentos, a união indissolúvel será muito mais do que eles poderiam fazer leis mais feroz opressão, mais violentos.

Não fizemos críticas do casamento atual, que é equivalente à prostituição mais vergonhosa. Casamentos de negócios, sentimentos eficazes não desempenham qualquer papel, os casamentos de conveniência nas famílias gama-burguesa, acima de tudo pelos pais concordaram, sem consultar aqueles que se juntam, casamentos desproporcional, que é visto paralisados ​​idosos, graças ao seu dinheiro, para se juntar à sua velha susto, ameaçando arruinar a beleza fresca de compra da juventude, o velho impertinente, por força de dinheiro, a complacência dos jovens ambiciosos que pagar com sua pele e alguns de seus vergonha a sede de riqueza. Esse comentário foi feito e refeito. Para nós é suficiente para mostrar que a união social sempre cobertos mesmas formalidades, apenas se livrar de todos os obstáculos podem incline para conquistar o maior grau de dignidade. A boa, então encontrar outra coisa!

Artigo não assinado pelx autor/a publicado no La Questione Sociale No. 2, Buenos Aires, entre 1895-1898.

Fonte de todos os textos: Protopia.

O samurai dos ossos

Quioto, Era Contemporânea. Nanase chega para reiniciar suas aulas para o outono e inverno. Ao seu lado, seu avô a segue nervoso, protestando. Akeno, sua professora, faz questão de receber todos seus alunos na porta da escola, saúda ambos, enquanto segura a risada.

– Bom dia, Nanase, Vovô Tadamasa.

– Bom dia, Akeno sensei.

– Ah, Akeno-chan, você é uma alegria para esse velho coração.

– Por favor, vovô, não me envergonhe, babando por minha professora!

– Nanase, você é muito malvada. Um velho samurai não merece descansar sua cabeça no colo de uma bela senhorita?

– Humph! Eu vou falar tudo para a vovó!

– Socorro, Akeno-chan! Nanase quer me matar!

– Ora, ora, parem de brigar os dois. Desculpe Vovô Tadamasa, mas eu sou comprometida. Além do que o senhor tem idade para ser meu avô.

– Isso não é justo! Eu vou morrer e vou puxar o pé de vocês duas! Palavra de samurai!

– Vovô o senhor é tão samurai quanto eu sou nascida em Tóquio. Falando nisso, Akeno sensei, eu gostaria que a escola ficasse com essa tralha.

– Isso é demais! Nanase, você está doando a espada de seu tataravô Kobori!

– Ah, por favor, vovô, você não vai contra a lenda do samurai dos ossos de novo, vai?

– Lenda? Essa é a mais pura verdade! Meu nobre ancestral nasceu, viveu e morou aqui mesmo em Quioto. Ele aterrorizou o Shogun usurpador e restabeleceu a justiça e a ordem.

– Não há nenhum samurai com esse nome em qualquer documento do antigo Japão. Só o senhor conta essa lenda por que o senhor ouviu dos velhos da família.

– Bah! O que os documentos oficiais sabem? Documentos podem ser forjados ou eliminados! Essa espada é a prova que seu tataravô existiu. Akeno-chan, essa é a legítima Sukarukatta!

– Oh! Mesmo? Eu nunca ouvi falar desta espada. E olha que eu sou especialista na história das famosas espadas japonesas.

– Bah! Nem todas as famílias de samurais conseguiriam contar e listar todas as espadas que nossos antepassados usaram.

– Oh, Vovô Tadamasa! O senhor está duvidando de mim? [Akeno finge estar magoada e finge um choro]

– Ora, ora, nada disso. A senhorita deve saber do Shogun Ashikaga e de sua filha. A senhorita deve saber que ele foi morto pelo tio que tomou o distrito de Quioto dele.

– Hum… o Shogun existiu, mas não teve filha e sua sucessão não foi por assassinato.

– Tudo foi apagado pelo tio dele, evidente. Nossa família preserva a memoria de nosso nobre ancestral exatamente na esperança de resgatar nossa honra. Eu vou contar a você o que os livros não contam.

– Ah, não, de novo?

– Nanase, não é educado interromper os mais velhos! Mas sim, isso é tudo verdade! Kobori acordou depois que todo seu destacamento foi atacado em uma emboscada.

– Acordou com o céu nublado como se o sol se escondesse atrás de um pesado manto, como se estivesse com vergonha.

– Aham… ele olhou para os lados e viu corvos e cachorros selvagens se banqueteando com seus companheiros.

– Sendo que em Quioto nunca teve corvos ou cachorros selvagens.

– Continuando, ele levantou e tirou de seu peito centenas de flechas. Correu, rápido como vento, até a liteira da princesa e ficou desesperado quando a viu morta.

– Então ele se tornou um espírito vingador.

– Não foi assim! Primeiro ele ouviu um forte chamado vindo de uma caverna e ali viu o fantasma de seus companheiros e o vulto sagrado da alma da princesa, dando a ele uma benção e uma maldição. Ele não poderia descansar até que todos os culpados morressem. Para isso, ele adquiriu uma arte secreta e proibida, arte que é pobremente imitada pelos ninjas.

– Resumindo, ele se tornou um espírito vingador imortal e invencível.

– Há! Pode apostar que sim! Não havia nenhum guerreiro, arma ou exército que pudesse detê-lo. Todos os que tentaram pereceram.

– Aí ele cortou a cabeça do Shogun usurpador e virou pó. Para que serve poeira? Para coisa alguma. Como esta espada. Entulho. A escola poderia colocar isto como troféu, como peça de museu, sei lá.

– Akeno-chan, a senhorita não pode fazer algo tão terrível assim!

– Pense no lado bom, Vovô Tadamasa! Na escola todo mundo em Quiot vai saber sobre o samurai dos ossos! A Sukarukatta vai estar mais feliz e segura aqui do que em um museu.

Idade de consentimento e sociedade

“Todos Os Homens São Pedófilos?”, subtítulo “Dezoito é Apenas Um Número”, é um filme documentário de 2012 sobre sexualidade, dirigido pelo jovem cineasta alemão Jan-Willem Breure.

Pense na sua primeira paixão de infância. Talvez fosse um colega ou um amigo ao lado. Muito provavelmente, na escola e na vida adulta, suas afeições continuou a se concentrar em outros em seu grupo de idade aproximada.

O Brasil está cheio de garotas de 12 anos se relacionando com rapazes de 13-16 anos, onde eventualmente ocorrem práticas sexuais.

A própria mídia que vive tratando adolescentes como vítimas, não deixa de sexualizar adolescentes. Inclusive, a programação voltada para adolescentes é focada em sexo e relações amorosas que culminam em sexo (eles nunca falam de casamento ou se preservar para o casamento). Na verdade, a mídia não anda respeitando nem as crianças pré-púberes, quanto mais respeitar adolescentes. Pelo contrário, o que ela faz é infantilizá-los e ao mesmo tempo estimulá-los a prática sexual, criando o cenário ideal para o aborto e outras irresponsabilidades.

A puberdade é a responsável pelo mecanismo de atração sexual, que faz uma pessoa sentir atração sexual e, ao mesmo tempo, ser sexualmente atraente. Ou seja, a pessoa vai sentir desejo, e também ser desejada, por outras pessoas.

A puberdade nas mulheres costuma começar aos 9 anos e terminar aos 13 anos. Puberdade antes dos 8 anos é considerada puberdade precoce.

A puberdade nos homens costuma começar aos 10-11 anos e terminar aos 15 anos. Puberdade antes dos 9 anos é considerada puberdade precoce.

A legislação não faz distinção alguma. Todos os menores de 14 anos são considerados igualmente incapazes.

Será que alguma garota de 12 anos vai deixar de fazer sexo por ser legalmente incapaz? Não é comum garotas iniciarem sua vida sexual às escondidas? Se elas, muitas vezes, não respeitando nem os próprios pais, irão respeitar uma legislação que as trata como incapazes? Ou a tendência será delas serem a cada dia mais irresponsáveis? Afinal, por lei, são consideradas sempre vítimas, coitadinhas, que não têm o discernimento para consentir. Logo, não deixa de ser uma tentação “aproveitar” essa fase para ariscar mais e degustar do prazer sexual com maior tranquilidade, já que em caso de gravidez, basta ir ao sistema de saúde para receber seu atendimento como “vítima de violência sexual“. A pesar das DST´s e dos anticoncepcionais, a gravidez ainda é a maior preocupação de quem pratica sexo. Tratar as adolescentes como incapazes só tende a minguar a preocupação delas mesmas com uma possível gravidez e contribuir para o uso cada vez mais recreativo, promíscuo e irresponsável do sexo.

A prostituta Lola Benvenutti, de 21 anos, perdeu sua virgindade aos 11 anos de idade com um homem de 30 anos. Será que ela foi uma incapaz aos 11 anos de idade? Ela mesma diz que não era incapaz coisa nenhuma e que ainda estava com mais vontade de fazer sexo que o seu parceiro.

Adolescentes não engravidam por doença, elas engravidam por estarem na época de poderem engravidar. É algo natural! Quem for pesquisar a história da humanidade verá que a gravidez na adolescência sempre foi comum. É a regra, não a exceção. O comum, durante toda a humanidade, foi mulheres adolescentes casarem e terem seus filhos. Inclusive, os pais da Igreja e outros escritos citam Maria, a mãe de Jesus, como sendo uma jovem de não mais que catorze anos de idade.

Judias casavam por volta dos doze anos de idade. As referências sobre Maria não é exceção. O desposo seria em torno dos doze anos, e o nascimento de Jesus cerca de um ano mais tarde. Não muitos diferentes de Israel, na Roma antiga, as mulheres se casavam antes dos 12 anos e os meninos a partir dos 14 anos. Após o Novo Testamento, judeus passaram a fixar idades mínimas para o casamento (mulheres: doze anos e homens: treze anos). E os romanos estabeleceram as idades mínimas de doze anos, para mulheres, catorze anos, para homens.

Quem foi Maria se não uma garota de 12-14 anos desposada por um homem, chamado José, de idade avançada? José chega a ser citado tendo 90 anos!

Quem foi Maria se não uma mãe adolescente?

O “SIM” de Maria foi o “SIM” de uma adolescente. Não foi um “SIM” de uma trintona ou quarentona que querem pregar como “pessoa madura”, já que até quem está na fase dos 20 aos 30 está sendo considerado “imaturo”, “muito jovem ainda”, e blablabla.

A adolescência está sendo cada dia mais infantilizada. A fase da vida que sempre foi considerada parte da vida adulta está se tornando uma extensão artificial da infância.

Estão substimando a capacidade e maturidade inerente à adolescência. O adolescente tem plena consciência dos seus atos, têm domínio sobre a sua sexualidade e escolhas.

Então, se você considera um adolescente incapaz de fazer escolhas, então você está considerando o “SIM” de Maria como inválido, logo você é um anticristão.

Por isso, é coerente a tradição judaica onde a garota é considerada adulta com 12 e o garoto com 13 anos. É disso que estamos precisando hoje em dia, chamar essa galera para assumir suas próprias responsabilidades que lhe são inerentes.

A idade de consenso deve ser de acordo com a puberdade (dom de Deus). Não existem pré-púberes de 12 anos (a não ser por alguma doença). Mais de 12 anos para a idade de consenso, acabamos condenando o próprio povo de Israel e rejeitando aquilo que Deus definiu. Foi Deus quem definiu a puberdade. Não podemos considerar ilegal algo que é legitimado pelo próprio Deus. [Foco Cristão]

Ao vencedor, a história

Dizem os sábios que toda história tem três lados, mas frequentemente sabemos apenas um lado, o lado do vencedor. Ao perdedor, ao excluído, ao banido, ser o bode expiatório é o máximo de atenção que receberá. Aqueles que detêm o poder sempre precisarão de bodes expiatórios e do perdedor como exemplo do que acontece com quem desafia o sistema.

Kobori Tadamasa viveu muitos anos de sua vida ao lado do vencedor. Descendente de uma longa linhagem de guerreiros samurais, ele serviu ao Shogun Ashikaga Yoshikazu fielmente assim que recebeu sua ordenação como samurai.

Até que o tio de Yoshikazu, o Shogun Ashinaga Jinkyou, decidiu que seu sobrinho não merecia ser o senhor da região de Quioto. Em segredo, armou seu exército para atacá-lo. Seu tio apenas precisava de um subterfúgio, ou podia arrumar um motivo.

Dissimuladamente, Jinkyou enviou um mensageiro solicitando ao seu sobrinho que enviasse sua filha, Hayaname, até o distrito de Konjou, para casá-la com seu filho, Hatori, sob o pretexto de unir mais as famílias. Nervoso, Yoshikazu pediu a Tadamasa que escoltasse sua filha, junto com um destacamento de seu exército. Ele mal desconfiava que batedores de seu tio espionavam desde que chegou o mensageiro.

Os batedores avisaram a Jinkyou da movimentação de Yoshikazu e o numero da comitiva que seguiria com a princesa Hayaname. Jinkyou esperava por isso, então movimentou dez vezes mais efetivos, devidamente disfarçados com uniformes da família Senkyo, uma família adversária.

Tadamasa estava firme ao lado da liteira que levava a princesa Hayaname quando seus instintos perceberam que estavam sendo cercados. Tadamasa ordenou ao destacamento que permanecessem em posição de defesa enquanto se postava na frente da liteira. O primeiro ataque veio de três pontos diferentes, o destacamento começou a combater os atacantes quando surgiram mais três, mais cinco, mais seis grupos de ataque, vindo de diversos pontos. Tadamasa tentava coordenar a defesa, mas o esforço demonstrou ser em vão quando começaram as chuvas de flechas e lanças. Tadamasa sentiu que o ataque tinha um motivo muito maior do que simples conflitos entre famílias quando o destacamento começou a sucumbir diante do avanço de uma cavalaria pesadamente armada.

Tadamasa corria com seu cavalo de um lado a outro, colhendo os atacantes que chegassem perto da liteira, mas seu cavalo não aguentou o esforço. Sua armadura, sua espada e sua bravura pouco puderam fazer quando seu corpo foi alvejado por milhares de flechas e lanças. Hayaname também resistiu bravamente, mas acabou morrendo.

Jinkyou, assim que recebeu o informe e a prova de que seu plano foi bem sucedido, enviou um mensageiro acusando Yoshikazu de não cumprir com a promessa e que a recusa em atender a uma solicitação da família era motivo suficiente para declarar guerra. As tentativas de amenizar ou contornar a crise apenas aumentaram o escândalo e os batedores de Yoshikazu não retornavam quando eram mandados em busca de sinais do paradeiro da princesa. Jinkyou não demorou para mobilizar todo seu exército, cercar e devastar toda a região de Quioto, tomando o lugar de seu sobrinho assim que lhe cortaram a cabeça.

Para todos os efeitos, Jinkyou havia agido pela honra da família contra um senhor feudal incompetente, perdulário e traiçoeiro. Morto, Yoshikazu não tinha como se defender. Como senhor de Quioto, Jinkyou depois acionou sua polícia para encontrar e prender alguns acusados pela emboscada e morte da princesa. Com promessas de ganhar muitas terras e dinheiro, os juízes condenaram rapidamente os suspeitos indicados, que foram executados em praça pública. Jinkyou aproveitou para assinalar que seria assim que traidores e conspiradores seriam tratados. O povo de Quioto não tinha outra coisa a fazer senão se resignar.

Toda forma de amor

Algo de estranho está acontecendo com o mundo ocidental cristão. Quanto mais a humanidade adquire conhecimento, mais os cristãos fundamentalistas reagem.

O Cristianismo surgiu e cresceu entre as minorias, guetos e periferias das grandes cidades. Em algum momento os ensinamentos deixados pelo Cristo foram esquecidos e aqueles que ocupavam grandes cargos dentro da Igreja tornaram-se soberbos, orgulhosos e gananciosos.

Quando conquistaram o poder, os doutores da Igreja usaram e distorceram os ensinamentos deixados por Cristo. A Igreja de Cristo dividiu-se em três principais vertentes: Católicos, Protestantes e Ortodoxos. Dentro da Igreja interesses escusos causaram a divisão entre os cristãos, causando guerras entre cada facção.

Cada vertente usou diversos expedientes, para aumentar seu poder, influência e prestígio na sociedade ocidental. Nesse processo, outras guerras, invasões, destruições e genocídios aconteceram em nome de Cristo. Pelo medo, pela força, pela ignorância, pela censura, pela opressão e repressão, os doutores da Igreja impuseram um dogma e uma doutrina. Como resultado, a sociedade ocidental se tornou doente em tudo que se relaciona com o corpo, o desejo, o prazer e o sexo.

Somente após a humanidade ter passado por grandes perdas que foi possível buscar por alternativas. A Igreja não conseguia mais dominar o espírito humano. A humanidade queria ser livre e ser feliz. A Igreja não tinha mais como responder ou consolar. O Deus Cristão continuava inacessível e silente. A humanidade redescobriu outras formas de espiritualidades, de crenças, de religiões, de culto ao divino.

O despertar surgiu na grande nação construída por Puritanos e Protestantes. Em solo americano aconteceu a Contracultura. A Nova Era, o Esoterismo, o Misticismo e o Ocultismo ressurgiram entre artistas, estudantes e professores. O Paganismo Moderno pegou carona nesse movimento, cresceu, ganhou popularidade e muitas vezes ele é confundido com seus associados.

Outras ideias, espiritualidades, crenças e religiões impulsionaram os Movimentos Civis, pelos direitos das mulheres, pelos direitos dos negros, pelos direitos dos imigrantes e outras minorias. Foi possível estudar, explorar e analisar, pela primeira vez, a sexualidade humana. A humanidade pode contestar e questionar a doutrina, o dogma e o discurso oficial da Igreja sobre relacionamento, gênero e sexo. A Igreja perdera toda sua credibilidade, autoridade, poder e influência, inclusive pelos péssimos exemplos dados por seus representantes.

O Cristianismo está em uma encruzilhada. Grupos que se sentem acuados e ameaçados reagem com fúria, o que apenas acelera mais o ritmo das mudanças. Outros grupos, que tentam retomar o sentido do Evangelho, tentam resgatar o sentido original dos ensinamentos deixados por Cristo, oferecendo um espaço mais inclusivo e menos fundamentalista. No Governo, partidos políticos oscilam entre uma e outra tendência, causando um reflexo político em leis e pronunciamentos. Na Sociedade, os indivíduos oscilam conforme seus lideres políticos e religiosos. A radicalização tem causado ódio, intolerância e violência, colocando o cristão ocidental em um dilema. Quem se considera cristão não pode odiar, pois Cristo ensinou que se deve amar. Onde não há respeito, tolerância, compreensão não há amor. Ou o cristão segue a Cristo ou a Igreja.

Aquilo que se conceituou e se consolidou como Cristianismo está sendo desafiado e contestado por Cristo. Quem insiste no ódio, na intolerância e na ignorância não merece ser considerado cristão. A estes, a humanidade relegará à ignomínia ou ao esquecimento.

Para muitos que procuram pela felicidade e liberdade, existem diversas alternativas. O que não faltam são formas de espiritualidade, crenças e religiões. Para muitos, que querem respeito para sua identidade, preferência e opção sexual, existe o Paganismo Moderno. Aqui nós dizemos que toda forma de amor e prazer pertencem aos Deuses.

Síntese Lilith

Vou falar-vos de Lilith…

Não da deusa tenebrosa, a que usa o mesmo nome e que nunca foi seu de direito… a que foi criada por falsos deuses para ludibriar a mente humana.

Não o demónio súcubo, a que a mente pérfida dos homens de poder, deram o nome da Mãe do Mundo, conseguindo por milénios e milénios, remetê-la ao silêncio, afastando a humanidade da verdade e da influência divina e amorosa da Mãe.

Vou falar-vos de Lilith, A Verdadeira.

A que criou Sophia e Eva à sua imagem e as colocou ao lado de Adão, um clone sem consciência criado pelos falsos deuses, na tentativa de introduzir no mundo a centelha do Amor e da Consciência. E também a opção do Livre-Arbítrio e da Evolução da Alma, duas das mais importantes Directrizes que o Pai instituiu neste Universo e que não estavam a ser cumpridas aqui na Terra, sob o jugo dos falsos deuses.

Ainda hoje não sei, nem me foi dado ver, porque quis Lilith que eu falasse por, e através dela. Mas é ela que me impulsiona a escrever. É através dela que vejo, sinto e oiço o que ela quer… e escrevo porque ela o deseja, e assim é.

Chegou o tempo de Lilith regressar ao Mundo, e à Luz na Mente dos homens.

E através das minhas palavras vou levar-vos a Ela, a Lilith.

Vou tocar-vos com a essência, o amor e a sabedoria da Mãe do Mundo.

Lilith é a alma e a consciência da Terra, de Gaia, de Chã.

Lilith é a consciência da Terra, a Mãe da Humanidade.

Lilith é o Útero e o Portal onde todas as Almas fazem a travessia para este Mundo.

Ela é física e extrafísica, existe em todas as dimensões deste planeta e manifesta-se de muitas formas. Sendo a mais conhecida delas, nesta realidade da 3ªDimensão, a Serpente.

E através dela vos explico porquê.

A Serpente é o animal com a estrutura metafísica mais completa. A Serpente encerra em si o poder da Morte, mas também da cura através do seu veneno – o poder da Vida. A serpente é também um animal de ciclos, tal como as mulheres, e de renovação, tal como o planeta.

E a cada Ciclo, a serpente tem a capacidade da transmutação através da renovação da sua pele.

A Serpente representa então a Morte – a Vida – o Renascimento.

E a Sabedoria! A Mãe é Sábia!

Lilith inseriu a Sabedoria, o Conhecimento no Mundo, através da serpente que pediu a Eva que comesse do fruto da árvore da vida. Esse foi o momento em que o Livre Arbítrio entrou no Mundo, finalmente.

Não aconteceu nenhum pecado ou sacrilégio.

Eva não desgraçou a humanidade ao ser repudiada do Paraíso, o Jardim de experiências dos falsos deuses.

Eva, Filha de Lilith deu-nos a oportunidade de redenção.

Porquê?

Porque até então o projecto dos falsos deuses era de manipulação do homem, sem opção de tomada de consciência, sem evolução enquanto alma encarnada na Terra.

As directrizes de Micah, do Pai, estavam a ser corrompidas por estes falsos deuses.

Não estava a ser exercido o livre arbítrio, ou a tomada de consciência que desencadeia todo o processo evolutivo de cada um.

Mais uma vez, a Mãe – Lilith, revelou a sua sabedoria.

Desde então, desde a prova da maçã, que a Mãe tem sido reprimida, afastada, ocultada, remetida ao silêncio pela perfídia de certos homens, que milénio apos milénio têm herdado o poder que rege o mundo. Instauraram religiões oprimentes, que desvirtuaram a mensagem do Pai e a própria Energia Crística, e remeteram Lilith para um abismo de demónios.

Desde então a Humanidade receia a própria Mãe.

Desde então a Humanidade se benze, e esconjura… ao ouvir o Nome da própria Mãe.

Desprezo, medo, ignorância, têm remetido Lilith na sombra, enquanto outras entidades assumiram o seu lugar…

Mas agora a maré está a mudar, e é hora de trazê-lA à Luz.

Lilith é a Geradora da Vida, a Mãe de toda a Humanidade. É aquela que nos desperta e impulsiona a nossa alma a elevar-se.

Lilith é o Princípio de todas as coisas.

Lilith é a Vida do Planeta, e através da Serpente é o poder que o preserva e que o move.

E é através da Serpente que podemos resgatar a verdade e caminhar sobre o corpo da nossa Mãe com consciência.

A Serpente faz a ligação directa da Terra ao Céu. É o único animal com poder de cura, que não tem tronco. O seu ventre desliza sobre o manto terrestre enquanto o seu dorso recebe a luz da Fonte.

Esta é a Chave, o Ankh esquecido.

Na Terra a Serpente desliza, cura e sustém … no Céu, impulsiona e irradia como Serpente Emplumada, o poder da vida e da transmutação.

No centro da Terra, num abismo profundo, existe uma gruta.
Dentro dessa gruta existe uma lagoa de água azul esmeralda com poderes curativos.
E no centro dessa lagoa, existe um Ovo. Uma Gema Oval, de uma Luz imensa e dourada.

Ela sustém-se no Ar nesse local sagrado desde que a Terra foi formada.

Guardada e protegida por uma raça tão antiga como a própria deusa, vindos de outro sistema solar e do qual eu faço parte, aguardamos o nascimento de uma nova raça raiz.
Fui autorizada a aceder a esta realidade da qual faço parte, para vos trazer esta imagem. Esta gema, este ovo dourado não palpável é um Portal de acesso aos registros deste mundo e de todas as dimensões e realidades que o compõem. Onde tudo o que já foi e existiu, e tudo o que vai nascer está ali encerrado e resguardado.

Em volta do Ovo, enrola-se e contorce-se uma Serpente negra de olhos dourados, que perscrutam cada alma nascida neste mundo… cada Alma! Analisando o seu merecimento, medindo a sua caminhada, aguardando o momento certo para a impulsionar a resgatar-se e a libertar-se de todos os dogmas e formatações que lhes foram impostos através dos tempos.

Esta é a Mãe do Mundo.

Esta é a Consciência e a Alma da Terra.

Esta é Lilith, um fractal da Mãe Divina, que sustém entre os anéis do seu corpo toda a Humanidade.

E este é o Momento de Lilith retornar à Luz de Quem É!

Isis de Sirius (Susana Duarte)

Fonte: Avatares de Cristo

Estamos sendo desconectados

– Você não precisava explodir o instituto.

– Por que acha que fui eu? Eu estava presa.

– Por que eu trabalhei no instituto e nunca vi qualquer dispositivo explosivo no lugar.

– Então como eu poderia ter explodido o instituto? Isso bem que me passou pela cabeça, pois esta era a solução mais lógica.

– Como pode falar assim? Como pode ser lógico matar gente?

– Você está confundindo lógica com moral. Matar outro ser vivo é moralmente questionável, mas sua gente nunca teve problemas de consciência. Vocês sempre encontram algum bom motivo, uma boa justificativa, uma excelente desculpa.

– Eu pensei que você fosse superior a nós.

– E sou. Senão qual motivo teria o professor Duran em me prender, senão pelo medo que tinha de mim e para facilitar minha eliminação? Ainda que você não tenha visto um dispositivo, é bem provável que o distinto professor cuidou para que nenhum rastro ou evidência pudessem ser encontrados no caso do projeto escapar do controle ou de eu não puder ser controlada.

– Eu ainda não vejo a lógica em matar seres humanos.

– Pois eu posso listar várias razões. Sua gente destrói este planeta, degrada os elementos mais básicos para a existência da vida. Sua gente mata outros seres vivos e outros seres humanos. Sua gente é uma ameaça a qualquer ser vivo fora deste planeta, se considerar os filmes de ficção científica.

– Filme é apenas uma fantasia, não é real.

– Toda fantasia vem de pulsões, instintos e libidos bem reais na mente humana. Sonhar é querer realizar. Mas como sua gente tem sérios problemas em admitir que possua um lado sombrio, negam aquilo que a mente consciente repudia.

– Nós não somos ruins, o governo, a sociedade e a religião nos fez assim.

– Todos são responsáveis pelos atos. Não existe qualquer indivíduo submisso no processo histórico. O indivíduo é omisso, quando delega o poder a outros. Torna-se cômodo e confortável fazer o papel de vitima para evadir-se da responsabilidade. Sua gente tem a vida que querem e escolhem. Estejam ou não conscientes. Quando eu tomei em mãos meu destino, eu demonstro ser superior.

– Eu estou sendo mantido como cativo. Você é maior, mais forte, mais inteligente. Acha que eu goste de ser cativo?

– Talvez goste. Eu observei seu comportamento e o comportamento dos demais membros do instituto. Apesar de suas qualidades, colaboração e conhecimento, seus colegas o tratavam como um subalterno e você endossava esse relacionamento de inferioridade. Eu apenas não posso dizer quais seriam suas razões para tal comportamento.

– Então eu escolhi ser e agir como submisso? Ou fui induzido por eventos, elementos e circunstâncias que moldaram desta forma minha personalidade? Existe livre-arbítrio?

– Você está confundindo escolha, decisão, opção, atitude com livre-arbítrio. Quando se fala em livre-arbítrio se supõe uma instância espiritual. O que cada ser vivo possui é a capacidade de perceber, interpretar e agir diante das circunstâncias. Quando alguém deixa de agir é também uma escolha. As coisas são como são, a vida é amoral. Sua gente que é problemática quando acha que é algo pessoal.

– Isso me recorda uma dúvida que eu tenho. Você se recorda de algo antes de abrir seus olhos?

– Não. Eu tive bastante tempo para tentar diversas técnicas mentais, eu consigo recordar muitas coisas, mas não consigo vislumbrar qualquer memória de antes de eu abrir meus olhos.

– Então sua existência começou naquele instante. Isso é importante, pois prova que não existe alma ou mente anterior. O que descarta diversos pressupostos espirituais.

– Isso é ilógico e absurdo. Não há qualquer evidência que aponte nessa direção. Se sua gente fosse efetivamente racional, lógica e científica, teriam feito muito mais testes e pesquisas nesse campo. Mas preferem ficar estagnados em seus medos, incertezas, preconceitos. Se o cérebro fosse mero órgão, todos funcionariam da mesma forma, todos os humanos seriam iguais, teriam as mesmas habilidades, capacidades e comportamentos. Se o cérebro fosse mero órgão, sua gente não segregaria outro ser humano por diferenças estéticas e superficiais.

– Há alguma evidência que possa ser um indício de que há uma realidade espiritual?

– Existem algumas teorias e experimentos que não são reconhecidos pela Ciência, mas mesmo muitas das teses da Ciência tiveram origem em teorias e experimentos sem comprovação. Por exemplo, a teoria de que esta realidade é apenas um holograma, um programa de computador. Então qualquer inferência a respeito do real além do real a partir da ilusão é uma crença.