Arquivo mensal: dezembro 2014

As duas flores

Conta-se que no reino de Nayloria, no solsticio de verão, o rei distribuiu a todos seus súditos uma semente com uma única recomendação de cuidar da planta.

– Meu querido súdito, saiba que tudo que precisa fazer é dar atenção ao que brotar. Esta planta mágica irá florescer conforme teus cuidados.

Scrooge recebeu a semente tambem, levou-a e colocou em algum canto de seu jardim e foi atrás de mais dinheiro, esquecendo a planta. Passaram-se dias, semanas, meses, até Scrooge notar algo diferente em seu jardim. Duas flores totalmente diferentes. Uma, totalmente branca, com bordas douradas e cheiro maravilhoso. A outra, mal parecia uma flor, mais se assemelhava a uma verruga e cheirava muito mal. Demorou alguns minutos até Scrooge lembrar como aquelas flores poderiam ter surgido ali.

– Eu não entendo. O rei me deu uma semente, mas nasceram duas flores. Será que o rei me deu uma semente defeituosa? Enfim, eu não posso ficar com essa flor horrivel aqui.

Scrooge arrancou a flro de carne e colocou um pouco de água na flor de luz. Mas não demorou para esquecer dos cuidados e ir atrás de dinheiro. No dia seguinte, Scrooge teve um susto. A flor de carne estava ainda maior.

– Mas que diabos? Eu tenho certeza que arranquei essa coisa feia.

Scrooge acabou lembrando que a semente era mágica depois de ter arrancado a flor novamente, tendo cuidado de revolver toda a terra, para ter certeza de que não ficaria nem um pedacinho de raiz. Colocou um pouco de água na flor de luz e não demorou com seus cuidados.

Conforme se passsavam os dias, a flor de luz minguava e a flor de carne crescia. Então mensageiros do rei passaram pelas ruas avisando que no solsticio de verão o rei iria colher os frutos que os cidadãos conseguiram com as sementes mágicas. Scrooge entrou em desespero. Ele não tinha fruto algum. Apenas um amorfo amontoado de carne. Ele tocou fogo na flor de carne, causando um incêndio em sua casa. Teve que passar alguns dias no albergue. Então foi chamado pela Secretaria de Habitação. Ele tinha certeza de que iria receber sua casa reconstruída, mas o que teve foi o aviso de que não seria possível construir coisa alguma ali, pois havia uma árvore tomando toda a fundação. Scrooge foi ver e deparou-se com essa árvore que nasceu da flor de carne.

– Então, Scrooge, este é o fruto do seu coração?

Era o rei. Scrooge estava encabulado e envergonhado.

– Meu rei, eu não sei como isso pode acontecer.

– Sim, você sabe, apenas não quer admitir. Eu te dei a semente. Teus cuidados foram para o dinheiro, não para teu espírito. Toda atenção que destes para a flor feia apenas potencializou seu crescimento. Assim é o bem e o mal. Quando damos atenção ao que é ruim, isso cresce. Se não déssemos atenção ao que não presta, isto definharia por si mesmo. Coisas boas são como plantas, precisam de nossa atenção e ação consciente, do contrário, a erva daninha, o mal em nosso coração, há de prosperar.

Não são os Deuses, não é como nascemos, não é nossos amigos, não são nossas experiências os culpados pelo nosso destino e fortuna. Nós somos os únicos responsáveis pelo que colhemos.

Feliz Dia de Zvezda!

O duro ofício do malvado – VI

Com o tempo, as barrigas das mulheres cresceram. Korg acompanhou tudo com um interesse notável, visto que isso era novidade. Ele realmente não conhecia coisa alguma de amor, sexo ou reprodução. Foram suas cativas quem o ensinou o que era gravidez, que aquilo não era uma doença, que nasceria um bebê daquela barriga. Ele havia visto ovos chocarem e outras fêmeas darem a luz, mas não humanas. Depois de nove luas surgiram sua progênie, meio humana, meio troll, uma fêmea e dois machos.

Com o tempo, vieram mais, Korg gostou do sabor e da sensação da cópula e suas mulheres tambem gostaram de serem possuídas pelo troll. Seus filhos cresceram, aprenderam os segredos da Floresta Sagrada, faziam rondas pelas trilhas, faziam sua guarda contra os humanos. Eventualmente traziam cativos e cativas e assim a família foi aumentando. Sem demora, construíram uma cidade na orla da Floresta Sagrada, o que deixou o agora velho Korg preocupado. Pela primeira vez em muitos anos, ele se embrenhou pelas místicas árvores, procurando pelos Deuses, para ouvir o que Eles tinham a dizer sobre esse dilema.

Ele encontrou uma Deusa em uma das clareiras. Afrodite, seminua, olhava intrigado o troll que não demonstrava a mesma inocência que tinha quando o conheceu. Ele demonstrava a mesma reação que todo macho tem diante de Sua manifestação.

– Minha Senhora, perdoe-me pelo meu estado, mas eu tenho uma duvida que é um dilema.

– Não há porque pedir perdão, Korg, sua reação é um elogio para minha divina presença. O que te aflige?

– Eu conheci tuas bençãos, divina Senhora do Amor e agora somos muitos ao ponto de precisarmos de uma cidade. Nós podemos permanecer morando nesta cidade? nós não estamos desobedecendo as ordens dos Deuses?

– Vejamos, Korg. Nós lhe ordenamos que guardasse a Floresta Sagrada e isto tem sido feito, até com a ajuda de seus filhos e filhas. Nós lhe ordenamos que nenhum humano entrasse na Floresta Sagrada, pois conhecemos bem a ganância que tem, o que tem sido feito, mesmo sua progênie meio humana não entrou na Floresta Sagrada. Enquanto os seus mantiverem essa condição, eu apenas posso dar-te minhas bênçãos.

A cidade cresceu, aumentou, desenvolveu, mas nunca invadiu a Floresta Sagrada. Quanto mais crescia a cidade, menor era a presença de humanos na região. Quanto maior era a cidade, maior era a ganância e inveja dos humanos. Um ou outro reino se aventurou, tentando invadir a cidade com seus exércitos. Foram totalmente apagados da face de Gaia. A cidade cresceu e prosperou ao ponto de poder abraçar todo o entorno dela, com altas muralhas, torres, guardas e armas. Cresceu tanto que se tornou um reino e Korg foi coroado como rei dos trolls. Evidentemente, isso não alterou em nada a forma como os humanos viam os trolls. Para os humanos, Korg tinha o duro dever de ser o malvado.

O duro ofício do malvado – V

Com suas cativas presas, Korg continua a analisar e explorar seus corpos, curioso e querendo aprender mais sobre as humanas.

– Diga-me, cavaleira, para que serve esse tal de “seio”? Do que isto é feito?

– Seu monstro pervertido! Mulheres tem seios para alimentar seus bebês e para atrair os homens. O seio é feito da minha carne e recheado de leite.

– Que nem as fêmeas de animais mamíferos. Então deve ser muito sensível ao toque. O que você sente quanto eu toco seu seio?

– Ah! Pare, seu tarado! Não toque meu seio assim! Eu fico excitada!

– O que é ficar excitada? Para que serve?

– Monstro burro! Nunca amou? Nunca sentiu atração por alguma criatura? Não conhece fêmeas de sua espécie? Nunca sentiu o corpo de uma fêmea unindo-se ao seu? Nunca teve relações sexuais?

Korg não sabia o que era o amor, nunca havia conhecido outro igual a ele, muito menos uma fêmea.

– Então a excitação é boa para ter relações sexuais? Se as humanas são parecidas com as fêmeas de outros animais mamíferos, vocês copulam com seus machos. Vocês tem um período de cio? Por isso que sai essa secreção do meio de suas pernas?

– Ah! Monstro! Tarado! Pervertido! Pare de cutucar meu sexo!

Korg não parou, pois queria saber mais. Comparava os dotes de suas cativas e as reações de cada uma ao estímulos que ele fazia em seus corpos. Ele percebeu como o corpo delas ficava excitado, quanto notou que seu corpo também reagia de uma forma similar ao dos humanos, quando estes estão diante de uma humana.

– Ah! Monstro desaforado! Não tem vergonha de mostrar seu membro ereto diante de damas?

Vergonha? Humanos são realmente curiosos. Por que sentiam vergonha em sentir algo tão bom, tão natural, tão normal e saudável? Korg queria saber como é a sensação de possuir uma fêmea. Mas seu tamanho as mataria. Com as habilidades que tinha, condensou seu corpo até ficar do tamanho de um humano. Sem hesitar, penetrou e possui primeiro a cavaleira, depois a maga e por fim a arqueira. A principio, tentavam reagir, mas o prazer as fez ceder, aceitar e até a gostar de serem possuídas pelo troll.

Sensação incrível, maravilhosa. Sentir todo seu ser recebido, abraçado, confortado, engolfado, querido, amado. Uma sensação de conforto, de acalento, de excitação. Os gemidos das mulheres se confundindo com os seus. As mulheres vertendo líquido de suas frestas. Korg ejaculou diversas vezes nas mulheres, dentro de seus buracos, em cima de seus corpos, um líquido viscoso e dourado.

– Ah! Seu monstro! Você espalhou sua semente em nós! Nós estamos encharcadas com sua semente! Vai ter que arcar com as consequências se engravidarmos!

O duro ofício do malvado – IV

Irritante. Como abelhas. A cavaleira golpeava Korg freneticamente com sua espada, sem qualquer efeito. Ele podia facilmente matá-la, mas ele quer estudar melhor a fêmea humana. Mesmo quando conseguia capturá-la com suas gavinhas, ela usava a magia que invocava os ancestrais. Como se não bastasse essa humana ter uma armadura sagrada. Ela teve tempo suficiente com a magia dos ancestrais para vestir a armadura. Certamente essa cavaleira tem outros artefatos mágicos.

– Hei, arqueira, maga, se querem poupar suas vidas me digam quantos e quais artefatos mágicos essa cavaleira tem!

– Não contem! Eu estou bem perto de acabar com ese troll! Se contarem, vocês serão as próximas!

Korg recorreu ao uso da pluma, fazendo cócegas, enquanto fazia as gavinhas as apertarem mais. O movimento das gavinhas rasgou as roupas das cativas, mostrando ao troll o quanto as humanas são diferentes dos humanos. Korg deduziu que a cavaleira tinha estes diferenciais e que, sem armadura, ela ficaria mais sensível.

– Digam agora! Eu estou com fome e posso comê-las com uma mordida!

– Não! Pelos Deuses! Seu troll, não nos coma! Ela tem um medalhão que evoca a magia dos ancestrais!

– Imprestável! Eu irei torturá-la antes de matá-la!

A cavaleira ficou distraída com a maga, o suficiente para Korg lançar suas gavinhas com espessura reforçada, o que lhe deu tempo para vasculhar e encontrar o medalhão.

– Muito bem, cavaleira, agora nós podemos conversar. Primeiro eu vou tirar essa armadura, depois suas roupas e então eu irei fazer cócegas até que me fale tudo e prometa não atacar a Floresta Sagrada!

– Hah! Pode me matar! Eu hei de achar um jeito de acabar com você!

Korg tira a armadura e as vestes da cavaleira. O corpo dela é bem mais generoso do que o de suas amigas. Korg explora o corpo de suas cativas, apalpando, cutucando, alisando e vendo as reações. O peito inchado é bastante sensível, assim como os quadris. Mas a fenda que as humanas tem entre as pernas é muito mais sensível. elas gemem, mas não parece ser de dor. O corpo delas fica arrepiado, o peito fica eriçado, uma secreção sai da fenda.

– Pervertido! Não tem vergonha de se aproveitar de pobres damas?

– Há pouco a senhorita queria arrancar minha cabeça. O que são estas coisas que tem no peito? O que é isto que tem entre as pernas?

– Monstro burro! Isto são seios e o meu sexo. Sabe o que é sexo? Alguma vez sentiu amor, atração ou desejo?

Korg não conhecia estas coisas, mas estava interessado em descobrir, com a ajuda de suas cobaias.

O duro ofício do malvado – III

– Fale, humana! De onde você roubou esta armadura sagrada?

– Hah! Como se eu fosse falar algo!

Korg podia amassar facilmente, causar dor, para que a mulher dissesse onde consegui a armadura sagrada. Korg sabia, nos poucos contatos com humanos, que estas criaturas tem uma estranha sensibilidade. O troll pegou uma pluma e começou a explorar o corpo da mulher, tentando achar um ponto fraco.

– Hahaha! Pare! Faz cócegas!

– Diga como consegui essa armadura sagrada!

– Eu ganhei de meu pai, óbvio. Esta armadura está em nossa família há séculos. Agora me liberte!

– Ainda não, humana. Primeiro você tem que prometer que nunca irá tentar invadir a Floresta Sagrada.

– Hah! Eu prometo que irei arrancar sua cabeça! Tela! Cora! Venham me resgatar!

Algumas flechas cobertas de energia pipocam em volta e em seu braço. Ao longe, a maga e a arqueira tentam resgatar a cavaleira. Korg ergue o braço e da ponta de seus dedos surgem gavinhas, que se expandem até enrolar a maga e a arqueira, depois trazendo para perto de Korg. Nada de mais para um troll, ele apenas tem que expandir sua mão até o chão, transformar sua mão em uma árvore, onde a maga e a arqueira ficam presas.

– Vocês parecem abelhas. Irritantes. O que eu faço com vocês?

– Por favor senhor troll, nos poupe!

– Sim, nós só estamos nessa missão por que nos prometeram terras, títulos e ouro.

– Não lutam por honra? Dever? Não sabem que se morrerem nada levam?

– Imprestáveis! Assim que eu acabar com esse troll, eu acerto com vocês!

– Eu não creio que a duquesa esteja em posição de fazer ameaças.

– Hah! Acha mesmo que eu vim despreparada? Eu invoco o espírito dos meus ancestrais!

Korg sente sua mão formigar, uma névoa cobre sua mão e quando dissipa, a cavaleira está livre, espada em punho, pronta para atacá-lo.

– Teve sua chance, monstro, agora irá conhecer minha fúria!

O duro ofício do malvado – II

Korg é um troll, nos padrões humanos, isso é pior que um orc. Mas Korg tem uma excelente audição e ouviu bem quando o humano disse “amigas”.

O contato de Korg com humanos se restringia a machos, o pouco que ouvia de suas connversas pode notar que usavam palavras diferenciando o macho da fêmea. Apertando a vista, Korg pode notar que o mago e o arqueiro tinham características diferentes de um macho. Ausência de pêlos faciais, muitas curvas e inchaços no torax e no quadril.

Não que Korg nunca tivesse visto uma humana fêmea. Grandes exércitos costumam carregar consigo algumas, certamente para atender a alguma necessidade dos soldados. Mas estas criaturas gritavam muito e corriam de medo dele.

– Por Aquitânia! Avante!

Korg suspirou. O cavaleiro fez a carga, mas sem ser acompanhado de suas amigas. O cavaleiro tinha um cavalo, armadura, lança, escudo, espada, mas era tão pequeno que Korg quase ficou com pena de atingí-lo com seu tacape.

Conforme o cavaleiro se aproximava Korg pode avaliar melhor seu oponente. Tinha longos cabelos ruivos, o mesmo inchaço no torax e quadril, ausência de pêlo facial. Sem dúvida, devia ser uma fêmea humana. Korg pegou o galho de uma árvore, com muitas folhas e usou o mínimo possível de sua força para atingir a criatura. Mesmo assim a pobre mulher foi atirada para o lado, chocando-se com árvores e arbustos.

Korg ficou chateado, ele queria estudar uma fêmea humana. Aproximou-se de onde a criatura caiu, procurou por entre galhos e folhas, quando uma espada o golpeou no nariz, segurada por um frágil braço. Faíscas saíram do contato da lâmina com sua dura pele. Korg puxou o braço, tirando a mulher do arbusto. Ela estava com alguns arranhões, mas parecia estar bem. Como isso é possível?

– Solte-me, monstro! Eu sou a duquesa de Avalon! Solte-me ou sentirá a minha fúria!

Uma criatura pequena, mas barulhenta. Parte de sua armadura quebrou, restando a parte do tórax. Com a unha do dedo mindinho, Korg forçou a liga na fenda bem abaixo do braço, arrebentando a armadura. Korg analisou bem a armadura. Não parece ser muito diferente das que ele havia visto, mas dela emanava algum tipo de energia. Seria possível que um humano tivesse roubado essa armadura de algum templo? Seria possível um humano ter conseguido uma armadura sagrada?

O duro ofício do malvado – I

Na Floresta Sagrada, quando o sol começa a despontar no horizonte, uma criatura acorda no fundo de uma caverna, lava seus olhos na cachoeira, pega seu tacape feito de tronco de carvalho e se posta em sua vigília. Korg não se lembra a quanto tempo faz isto, mas ele faz desde que era pequeno, desde o tempo dos Deuses, quando os humanos não existiam.

Outros seres da floresta sequer se aproximavam dele. Olhavam para ele e clamavam: Troll! Por muito tempo a Floresta Sagrada ficou intocada, mas o ser humano é outra história. Humanos, quando tem um bom motivo, ou são estimulados a algo, eles não desistem. Korg ouve falar do que o humano fez em outros lugares e fica pensando se é ele que é o malvado. De tempos em tempos, chegam humanos, com unioformes engraçados, trazendo armas, tentando derrubá-lo, certamente para pilharem e destruirem a Floresta Sagrada.

– Troll! Em nome do rei de Aquitânia, eu irei derrubá-lo!

Korg olha o cavaleiro, em seu cavalo e armadura, cercado por um efetivo de cem soldados. Os humanos inventam armas interessantes, Korg reconhece uma catapulta, uma besta grande, torres de combate. Nenhum artefato que leve madeira, pedra ou ferro pode atingí-lo. Jogaram um tipo de vaso que explodiu. A explosão o surpreendeu, mas não o feriu.

– Avante! Pela honra de Aquitânia!

O cavaleiro faz a carga, indo à frente do pelotão, com toda aquela gritaria e cornetas irritantes. Korg suspira, espera o momento certo e com um leve aceno acerta todo o exército com seu tacape. A força é suficiente para jogar os humanos a metros de distância, muitos caindo retalhados, mortos ou gravemente feridos. Korg nunca teve que usar muito de sua força para combater os humanos.

– Hei! Malvado! Precisava bater tão forte?

Korg olha para o ponto de onde veio o exército e percebe que ficaram um cavaleiro, um mago e um arqueiro.

– Malvado? Vocês vem com seus cavalos, armaduras, armas, em grupo, para invadir a Floresta Sagrada e eu sou malvado?

– Sim, malvado! Nós viemos em nome do rei! Não tem respeito?

– Respeito? Por um humano que acha ter o poder por causa de uma coroa? Por um humano que manda outros humanos para resolver suas lutas? Por um humano que por ganância e cobiça deseja invadir a Floresta Sagrada? Vocês, humanos, quem deviam mostrar respeito.

– Hah! Respeito por um punhado de árvores? Cortamos várias no caminho, sem quem as chorasse. Por que essa floresta é diferente, melhor que as outras?

– Tolo humano. Sua espécie há de descobrir da pior maneira que cortar árvores é o mesmo que cortar os pulsos.

– Basta! Eu e minhas amigas iremos derrubá-lo, em nome do rei de Aquitânia!