Muito barulho por pouca coisa – IV

– A defensoria chama a srta. Kelvin para depor.

– Srta. Kelvin, por favor sente no banco das testemunhas.

– Bom dia sr. juiz, bom dia sres. advogados e membros do juri.

– Srta. Kelvin, bom dia. Para que conste nos autos, a srta. sabe a diferença entre verdade e mentira?

– Oh, sim, sr. juiz. Meus pais e meus professores me ensinaram bem.

– Pode declarar aos jurados qual sua relação com o sr. Kappa?

– Greg é meu irmão, embora de mãe diferente. Nós temos o mesmo pai. Papai tinha um relacionamento com mamãe quando estava casado com a sra. Kappa. Quando eu nasci, papai se divorciou. Greg tinha 2 anos. Eu acabei ficando com o novo sobrenome da família de papai.

– A srta. pode nos relatar os fatos do acontecimento?

– Sim, eu posso. Eu fui para a casa de Greg, porque papai gosta de visitá-lo. Ness chegou pouco depois, para nossa alegria. Ela mora perto e nós sempre brincamos juntos. Ness é a minha melhor amiga e nós conversamos sobre tudo. Eu e Ness gostamos de falar de Greg e do quanto gostamos dele. Falamos coisas que gente grande acha proibido ou inconveniente. Eu não vejo o porquê. Nós somos gente como todo mundo aqui. A ideia veio do nada. Eu sei que Ness esteve na cama com Greg. Eu queria perder meu selinho. Greg é o unico menino que eu conheço e confio. Eu sabia que ele me amava. Então porque não? Eu queria. Mas nossos pais estragaram tudo.

– Aham. Eu compreendo sua frustração, srta. Kelvin, mas a srta. ainda tem muito tempo para.. hã… perder seu selo. Então o sr. Kappa não abusou da srta?

– Não, sr. juiz, coom a Ness disse, o mais provável é que nós nos aproveitamos de Greg.

– A srta. não acha impróprio fazer essas coisas na sua idade?

– Não, por que acharia? Eu duvido que qualquer um nesta corte, na nossa idade, não pensou, não desejou, não quis e não fez isso, de um jeito ou outro.

– Aham. Srta. Kelvin, atenha-se ao caso. Esta corte não é um lugar de debate.

– Mas deveria, se querem causar ou inventar problema onde não existe.

– Aham. Srta Kelvin, a srta. então afirma que tem noção e consciênci do que fez e é capaz de consentir?

– Sim e, por favor sr. juiz, passe aqui o teste para que eu prove isso.

Matt preenche o teste com desinteresse, em pouco tempo. O juiz dá uma olhada e passa para o psicólogo. O psicólogo também demonstra surpresa. O teste é anexado aos autos depois da avaliação.

– Que conste em ata que a srta. Kelvin alcançou um QI de 180. Esta corte reconhece que a srta. Kelvin é consciente e capaz de responder pelos seus atos. A minha decisão é que não houve abuso entre o sr. Kappa e a srta. Kelvin. Esta sessão prosseguirá para as cosiderações finais.

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