Educação começa em casa – II

Carmen, a mãe de Marco, notou que seu filho ficava encarando quando ela recebia suas amigas e parentes. Ela pensou em conversar com Rubens, seu marido e pai de Marco, mas ele era tão ultraconservador a esse respeito que provavelmente espancaria o garoto ou colocaria pimenta nas suas partes. Quando sua irmã, Fernanda, foi visitá-la, Carmen achou que ela seria a pessoa ideal para lidar com isso.

– Fê, eu tenho que falar com você do Marquinho.

– O que houve? Ele se meteu em briga? Algum coleguinha bateu nele? Ele está mal nos estudos?

– Não nada disso. O problema dele é outro. Ele anda muito esquisito. Eu noto como ele olha para minhas visitas. A cama dele tem ficado melada com alguma coisa. Ele não vai falar comigo, o coitado é muito tímido e retraído. Quem sabe com você ele se solta?

– Eu? Por que eu, Cá? Ele não tem uma amiga, uma professora, ou mesmo uma freira que ele confie?

– Cá, além de mim é com você que ele mais fala, passeia e se diverte. Eu acho que ele confia em você.

– Sei…não é porque eu tenho fama de ser mais liberal não?

– Que é isso, Fê! Você nunca teve vergonha com isso, você aliás sempre dizia que era mesmo e ninguém tinha coisa alguma com isso.

– Verdade. Bom, eu posso tentar.

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