Aranhas de Marte – IV

Um dos efeitos que mais fomos alertados na academia é a perda de noção de tempo. O “tempo” medido na Terra é uma medida de fração da órbita do planeta em torno do sol. Por motivos óbvios, o “tempo” em Marte segue um ritmo totalmente diferente do da Terra. O que é um dia em Marte equivale a uma semana na Terra. Mesmo a cor do firmamento é diferente. A manhã dos céus marcianos são de cor lavanda, tornam-se púrpura ao longo do “dia” e tornam-se roxo na chegada da “noite”. A tarde marciana estava acabando e nós estávamos com sede, fome e frio.

O coronel liderou um destacamento em busca de água e comida. Os demais levantaram um acampamento improvisado, enquanto se cobriam com o uniforme reforçado. Eu fui intimado a seguir com o coronel e fui eu quem achou algo que pareciam peras ou figos, dificil dizer com esta flora marciana tão diferente. Com a fome e sede que estávamos, nos empanturramos. Então começaram os efeitos. Eu entrei em uma viagem psicodélica. Apaguei.

Quando eu acordei, eu vi nosso grupo totalmente dominado e amarrado por seres semelhantes a aranhas. Elas riam bastante de nossa imprudência. O que comemos não era pera nem figo, mas um cogumelo. Nós fomos jogados nas costas de um bezouro, dentro de algo parecido com uma caçamba e fomos levados para o quartel delas. Eu notei que todas as criaturas ali eram fêmeas. Eram criaturas mutantes de aranhas com humanóides. Do quadril para baixo, aracnídeo. Do quadril para cima, humano. O coronel não conseguia tirar os olhos dos seios das criaturas.

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