Aranhas de Marte – III

Eu fui até a área da engenharia e ali o oficial se apresentou como Kowalski. Uma chatice que durou vários ciclos. Tudo que eu fazia era monitorar os cilindros de dilitium. A agitação começou quando nos aproximamos da órbita de Marte. Passando pelas estações espaciais contendo de hotéis a lanchonetes, evitando colidir com os displays estelares de propaganda, driblando o lixo espacial que estava espalhado pela ionosfera, eu pude ver o ponto de martenissagem e algumas colônias.

No porto em solo marciano, recebeu-nos o coronel Max Paine. Evidente, nosso capitão iria colocar os recrutas na linha de frente e os veteranos atrás. Nossa missão era patrulhar a Terra de Lockyer. Alta chance de encontrar levantes, mutantes e alguma outra coisa. Se meus colegas de Academia Estelar estivessem aqui, eu poderia lembrá-los de como faziam pouco de mim quando eu falava da literatura de Lovecraft. Agora, esse conhecimento demonstrava ser necessário diante de criaturas tão bizarras.

Começamos a correr, tentando achar alguma caverna ou fenda nas rochas, quando os pássaros-medusa apareceram. Criaturas que tinham a aparência de uma água-viva, misturada com algum tipo de pássaro. As menores tinham o tamanho de um abrigo individual, eu espero não encontrar as maiores, que dizem ser do tamanho de naves estelares. Eu fiquei com o coronel e mais seis recrutas em uma caverna que parecia mais um acampamento, pelos sinais de pegadas e sulcos de rodas.

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