A historia de Ishtar – III

Em uma região longe, bem distante da Cidade dos Deuses, de seus reinos e guerras, Inanna viveu no exílio e ali, entre feras e entre os Filhos de Gaia, nasceu Ishtar. Inanna tinha uma grande beleza, mas era física, Ishtar nasceu com beleza em plenitude. Inanna tinha um grande amor, mas este também era físico, Ishtar era o Amor encarnado. As feras e entidades ali presentes enlouqueceram de amor, assim que Ishtar saiu do ventre de Inanna e soltou seu primeiro fôlego no mundo de Gaia. Outras ficaram cegas diante de tanto esplendor, seu brilho rivalizava com o brilho do sol. Quando Ishtar abriu os olhos, ela viu o intimo de todo ser vivente, todo o desejo e prazer que habitava em cada vida e sorriu por reconhecer seu reflexo. Quando Ishtar se levanou do solo, onde sua mãe a havia colocado no momento do parto, todos os seres viventes se ajoelharam, pois ali estava a Majestade encarnada. Quando ishtar abriu seus lábios para dizer suas primeiras palavras, trovões se esconderam, o fogo se encolheu, a lua fugiu com seu rebanho de estrelas, o sol ficou encabulado e Gaia sentiu-se honrada por ser testemunha da encarnação da Sabedoria.

Ishtar cresceu, aumentou sua formosura, seu corpo manifestava abundante sensualidade, desde seus longos cabelos negros lisos, passando por seios perfeitos, nádegas perfeitas, pernas e coxas perfeitas, até seus olhos almiscarados, boca rubra e ventre quente. Inanna despertava o desejo nos Deuses por seus atributos, Ishtar era o Desejo, não havia um ser vivente, entidade ou Deus que não se perturbasse diante de Ishtar. Fascinados, apaixonados, loucos, criaturas e entidades de todas as regiões vinham sem cessar até a cabana de Inanna para prestar reverência a Ishtar. Não demorou para surgirem cidades e todo um reino. Não demorou para darem uma coroa e um trono a Ishtar. Não demorou para que até a Cidade dos Deuses e seus reinos dobrassem seus joelhos para Ishtar.

Para ficar com Ishtar por alguns minutos, os Deuses, tão orgulhosos, tão esnobes, a Ishtar nada recusavam, ofertavam sem reservas, a ela deram o poder e suas coroas. Alguns acharam que podiam usar Ishtar como se fosse uma criança ingênua, usá-la como usaram Inanna e depois descartá-la. Mutios provaram de seu leito, mas nenhum podia lhe abrir seus mistpérios mais íntimos. Quem provava de seu mel tornava-se prisioneiro e teria que beber do fel. Mesmo o temido Deus Coxo rendeu-se a Ishtar e em seu leito faleceu. Em estranhas eras, mesmo o Deus da Morte morre. No Submundo reinou então a irmã mais velha de Ishtar, Ereshkigal, que jurou vingar seu esposo.

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