Vida de funcionário – IV

Pedro ficou amuado por uns dias. Ele havia passado por diversas rejeições, indiferenças e desprezos em sua juventude, então ele deveria estar acostumado com o golpe da parede na cabeça, quando se tenta algo que é impossível neste mundo, nesta sociedade.

Pedro repensou seus sentimentos e suas impressões de mais essa tentativa amarga. Vivemos um mundo com limites, regras, proibições e tabus, principalmente no tocante a relacionamentos. O ser humano conseguiu superar diversos limites, consegui ir até a lua, mas não consegue quebrar seus medos no campo do amor. Ele expressou seu sentimento, não há arrependimento, não se pode esperar ou exigir que as pessoas entendam ou reajam como ele espera. Não é o caso de vivermos em uma sociedade que elogia a violência, existe também espaço para o romantismo, ainda que seja o padronizado, o que é socialmente aceito. Ele tem que considerar que cada pessoa, especialmente se for mulher, tem suas próprias necessidades, prioridades e objetivos. Por mais que doa, ele deve respeitar e aceitar a opção e opinião de Paula, mantendo o amor, o carinho e a atenção que ele devota à ela. Não é o que ele queria, mas ter uma amizade com Paula é melhor do que não ter nada.

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