Meu daimon – IV

Cipriano voltou alegre para seu lar, acompanhado de Kelek, que observava tudo com curiosidade e interesse. Anoitecia, então Ci priano tratou de trocar suas vestes, quando se lembrou que agora tinha uma companhia.

– Kelek, você se importa se eu trocar de roupa?

– Kelek não sabe o que é roupa.

– Esse pano que uso por cima do meu corpo. Eu tenho que tirar esse e colocar outro.

– Trocar de pele? Muito trabalho. Kelek vive e dorme com mesma pele.

– Então Kelek não vai ficar envergonhada ou brava comigo se eu “trocar de pele”?

– Kelek quer ver mestre trocando pele.

Meio envergonhado, Cipriano tira sua túnica que usa durante o dia e coloca pouco mais que uma faixa ao redor dos quadris. Kelek não deixa de observá-lo, com atenção, curiosidade e interesse.

– Corpo do mestre bom, forte. Não tem pelo. Tem apenas um pedaço pendente. Corpo do mestre bom.

– Ahm…você deve estar falando do meu trabuco, Kelek. Não era para você ver. Eu fiquei envergonhado.

– Trabuco do mestre? Kelek viu muitos trabucos no Orco. Kelek gosta mais trabuco mestre. Por que mestre envergonhado? Trabuco bom.

– Eu fui educado assim Kelek. A moral diz que eu só posso mostrar o meu trabuco apenas para garota que eu estiver amando.

O daemon feminino ficou com sua negra pelagem eriçada e seus rubros olhos brilharam. Ci´riano acha que viu um rubor na face de Kelek.

– Mestre gosta de Kelek? Kelek gosta mestre. Kelek mostra sua concha para meste.

A criatura afasta algumas mechas do seu pelo na parte intima revelando uma entrada tão normal e comum como de qualquer garota humana. Cipriano tem a reação que qualquer homem teria em ver as partes íntimas de uma mulher. Tendo o corpo nu, a ereção ficou ainda mais evidente. A criatura observa, com atençâo especial.

– Mestre quer concha Kelek? Kelek quer trabuco do mestre. Mestre quer amar Kelek?

Apesar do recato e da vergonha, Cipriano vivia em um tempo feliz onde o contato físico entre homem e mulher era algo normal, natural e saudável. A criatura parecia muito uma garota peluda. Cipriano fez aquilo que parecia inevitável. Deitou-se em seu catre e chamou Kelek para compartilhar o leito com ele naquela noite.

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