Sejamos humanos

Poderíamos ser estrelas, mas vivemos como carvão.

Produzimos mais comida do que necessitamos, mas ao invés de alimentar, escolhemos especular.

Queremos ser livres e sermos nossos próprios donos, mas constantemente delegamos a terceiros o poder, a responsabilidade e a autoridade.

Celebramos rituais e cerimônias, mas não praticamos o que acreditamos.

Acreditamos em formas de existência, mas ao invés de buscar conhecer, adorar e servir aquele(s) em quem cremos, sustentamos instituições e grupos religiosos.

Entoamos diversas formas de elogios ao amor, mas somos incapazes de expressar o amor, nos diminuímos a regras, proibições, tabus.

Temos todo o potencial e capacidade de sermos humanos, mas estamos nos tornando criaturas piores do que as feras.

Sonhamos, imaginamos e fantasiamos tantas coisas, mas tememos transformar nossa vontade em realidade.

Nos preocupamos com tantas causas, mas nos esquecemos da fraternidade. Aquele que é diferente não é visto como humano, mas um adversário.

Ficamos imóveis, pedindo, esmolando, implorando por melhorias, por mudanças, mas não queremos nos envolver, não queremos responsabilidade, não queremos compromisso.

Em nossa fagulha humana existe a essência divina.

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