A cor do céu – VIII

General Seuss estava começando a ficar entediado no meio de tanta gente distinta mas sem interesse em ouvir suas histórias de caserna ou sobre suas queixas militares quando então percebeu a ausência de sua filha Catarina. Antes que começasse a surgir um pequeno sinal de preocupação, eis que Landlord surge bem diante dele, com sua preciosa Catarina ao seu lado.

– General Seuss! A providência divina nos reuniu mais uma vez. Eu estava exatamente querendo falar com o senhor.

– Eu espero que seja sobre meus projetos de melhorias no exército.

– Isto também, mas para que seus sonhos e tornem realidade, o senhor terá que me ajudar para que eu realize um sonho.

– Mas é claro, sir Landlord. O que esse velho soldado pode fazer pelo senhor?

– Aceite a minha pretensão pela mão de Catarina.

O golpe seco pegou o general de surpresa e com a defesa aberta. Como pai, sentiu perder sua filha, como general rejubilou por ganhar um distinto e poderoso genro. Ele mesmo tratou dos detalhes e consegui, com o p´roprio bispo de Cantebury, um casamento digno da nobreza. A população também esteve presente, mas mantida há vários metros de distância, por barreiras e pelos homens do general. Enquanto Landlord tinha com Catarina sua legitima lua-de-mel, o general sonhava com um exército dele, para as conquistas dele, para que seja ele o portador da coroa britânica.

No dia seguinte, ele despertou com toda a Cantebury tomada por uma tropa, os cidadãos presos ou mortos, destruição, tiros e bombas haviam devastado quase todos os prédios da cidade, coalhada de corpos de policiais e soldados. Saiu de sua casa, atônito, perguntando-se quem teria tomado a cidade, qual exército e como ele não viu a chegada de tal tropa, quando deparou com sua Catarina, com um uniforme e divisa diferente, enfeitada com os galardões de general de cinco estrelas e sua cabeça decorada comuma coroa de rainha.

– Catarina, o que significa isso?

– Ah, meu bom e velho pai! Por anos o senhor sonhou em conquistar Cantebury e a Grâ Bretanha, um sonho que sempre foi meu. O senhor, mais que todos dessa cidadezinha, merece meu desprezo e julgamento. O senhor nunca acreditou em mim, por mais vitórias que eu tivesse em campo de batalha. Fui sempre eu, que usando o senhor como marionete, coloquei um exército em ordem, os armei e os treinei. O senhor sempre achou que eu era uma menina, indefesa e insegura. O que acha de mim agora, pai? Eu agora sou a rainha e meu decreto é que o senhor seja enforcado na Torre de Londres.

– Mas…Landlord…

– Eu sou a senhora Landlord, meu pai. Ele despreza o senhor ainda mais do que eu. Com ele vamos repovoar esse mundo e criaturas abjetas como o senhor receberão a única coisa decente que merecem, a morte. 

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