Meu corpo, minhas regras

Eu vim e nasci nesse planeta como todos, mas eu não escolhi esse mundo de aparências. Eu posso ter vivido mais de cem anos, mas tudo o que veem é meu rosto jovem.

Desde que eu me conheço por gente eu ouço que o homem é um animal social e que o grupo acaba ditando regras de convivência. Parece bom, mas nem sempre. Se as ditas regras e códigos sociais fossem realmente seguidas não teria tanto assédio moral entre alunos nas escolas.

Diariamente vemos gente que se diz adulta infringir essas tais leis e regras sociais, sem nenhum pudor ou vergonha. Medidas retaliadoras apenas demonstram e atestam quão frágeis, discutíveis e questionáveis são as regras sociais. Quando regras são uma mera fachada para uma realidade, o que temos é simplesmente briga de cachorro, o maior, o mais forte vence.

O poder de muitos é mantido por esse sistema injusto, a contestação é tachada de “minoria”, se não for denunciada como subversivo. O tecido social é feito do indivíduo, se o indivíduo está insatisfeito, é dever do cidadão se organizar e mudar o sistema.

Então quem pode dizer, definir, ditar os limites etários? Como alguém, por ser “adulto” resolve o que é próprio ou impróprio? Quem disse que idade cronológica é sinônimo de competência ou capacidade? Então ninguém pode se intrometer em como eu sinto e percebo o meu corpo.

Eu nasci com boca e como, certo? Eu nasci com nariz e respiro, certo? Então por que, queira eu tenha nascido com chave ou fechadura, não tenho sexo? Todos os seres vivos nascem com isso, é algo normal e natural. Nós somos a única espécie problemática. A biologia, a fisiologia e a anatomia são claros, nós nascemos com sexo, o que é bem diferente de gênero e sexualidade.

Quem pode definir quando eu estou pronto para expressar e ter relações erótico-afetivas? Aquele que é o dono desse corpo, que sou eu. Meu corpo, minhas regras. Não é o Estado, não é a Sociedade, não é a Igreja. O metabolismo e desenvolvimento de cada um é diferente, então os limites de faixa etária são arbitrários e absurdos. Eu escolho com quem, quando e como eu vou me relacionar. Quem não me quiser, por imposições sociais, por limitações doutrinárias, por medo ou recalque, faz mal a si mesmo, não sabe o que está perdendo.

Felizmente não cabe a mim libertar quem quer que seja do cativeiro. Quem vive como servo e se contenta com os grilhões não quer ser livre nem pede para ser salvo. Venera-sama foi a única que viu como eu sou. Por ela, eu irei conquistar o mundo. Sem feitores, os cativos terão apenas duas escolhas, liberdade ou morte. Que a Luz de Zvezda brilhe por todo o mundo!

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