A cor do céu – VI

Catarina está aterrorizada. E isto não é seu usual. Ela passou antes por tantas e diversas situações no campo de batalha que faria muitos de nós cair de joelhos e chorar. Ela enfrentou batalhões e tanques. Mas nada parecia ser igual ao que ela enfrentava. Diante de seus olhos, o tão incensado e aplaudido “sir” Landlord mostra uma face horrível. De seu torso, membros que mais parecem patas de insetos brotaram em um instante. Suas técnicas em artes marciais são inúteis, socos e chutes atingem pontos vitais, sem qualquer efeito, torções e alavancas naquele tecido estranho não o detém. Landlord apenas se desfaz do “braço” e outro surge no lugar, atacando-a, enquanto o que está em suas mãos se debate por vontade própria. Ela poderia gritar, mas pouco ou nada poderia fazer algum herói que se apresentasse, sem falar que ela não se permite tal fraqueza. Mesmo armada com o tição da lareira, os cortes gerados pelos golpes simplesmente cicatrizam em segundos. Ela é facilmente cercada e acuada em um canto, dominada pelas patas de insetos, restando-lhe apenas encomendar a alma, antes que Landlord dê seu golpe final.

Landlord observa sua presa. Ela o perturba, mas não é raiva que sente. Uma criatura admirável! Se ela tivesse mais tempo ou mais força, ele poderia ter sérios problemas, poderia até se ferir. Quantos ele havia assimilado e visto os olhos de pavor? Muitos humanos, até maiores e mais fortes do que esta em suas garras. Ele vê o medo naqueles olhos púrpuras, mas ela não hesitou na hora da luta, mesmo adivinhando o resultado. Uma criatura maravilhosa! Landlord sentiu a maciez do toque da pele humana, a pele de uma fêmea. O que é isto? Algum tipo de arma secreta? Landlord não quer matá-la e não sabe o porque. Na luta, as roupas de Catarina rasgaram em algumas partes. Curioso, ele quer ver mais pele. Ele tira o que resta das vestes de Catarina e observa seu corpo feminino perfeito, a harmonia das curvas, a forma dos seios e quadris, o triângulo do ventre. Ele sente algo diferente, algo incontrolável, algo que pode ser perigoso. Mas não consegue se dominar. Com suas mãos humanas, começa a alisar o corpo de Catarina.

Confusa e com medo, Catarina, mesmo derotada, olha para Landlord com seu olhar de batalha. O que esta “coisa” está fazendo? Seria algum tipo de pervertido? Ela havia visto isto antes e passou por situações parecidas, então, o que quer que “aquilo” fizesse, não seria novidade para ela. Mas Landlord não parece querer torturá-la nem estuprá-la. O toque daquelas “mãos” é gentil, carinhoso, cuidadoso. Envergonhada, Catarina começa a sentir o calor de seu corpo aumentar, sua pele eriçar e sua fenda umedecer. Ela está ficando excitada. Um coquetel de sensações invadem sua mente e inúmeros pensamentos a fazem delirar.

– Major Catarina, a senhorita perguntou quem eu sou. Muito nem, eis o que eu sou.

Landlord mostra seu corpo real, uma mistura de hunano e inseto, mas basicamente planta.

– Sir Landlord, eu estou nas mãos do senhor. Ou o senhor me mata, ou o senhor me ama.

– O que é isto? Algum truque ou estratégia?

– Não há truque ou estratégia. Eu sou uma flor em suas mãos. Corte meu caule ou sorva meu néctar.

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