O Fruto Liberado

O sonho da Revolução Cultural broxou, disse o Profeta do Profano.
O alien de X1S diz, no Manifesto Onigâmico, que está apenas começando. Latência?
Em diversos países se discute [com bons resultados] o reconhecimento dos direitos e da cidadania da população LGBT. A despeito do discurso enfurecido, fundamentalista e homofóbico da Direita Religiosa.
Protestos feministas usam [a contragosto de outras feministas] a nudez como arma de conscientização.
Nina Hartley rediscute e redimensiona qual seria a real vocação e espaço da pornografia em uma sociedade sexualmente saudável. Na internet escreve-se sobre o sexo ser a salvação. Criamos incessantemente diversas fantasias sexuais, imagens, icones que abundam sexualidade e liberdade.
Qualquer opinião ou posição sobre amor, relacionamento e sexualidade vai acabar atingindo velhos tabus e proibições arraigados em nossa sociedade sexualmente doentia, sexista, machista, patriarcal. E não dá para não me referir à raiz do problema: Cristianismo. Mas mesmo a raiz do problema tem se demonstrado “acessível” a essa questão tão carnal, necessária e natural.
Nem mesmo tabus e proibições são nossas reais limitações. Matar nosso semelhante é um tabu e proibição da humanidade, mas não temos nem vemos problema algum na cultura de violência. Filmes americanos são um bom exemplo dessa cultura de violência e agressividade.
Então o problema, como sempre, está na humanidade. Ou melhor, no comportamento, em caráter coletivo e individual. Nisso não somos muito diferentes de nossos avós e ancestrais. Criamos fantasmas e medos desnecessários para algo que devia ser normal, natural, desejável, desfrutável, belo.
Refazer ou recriar comportamentos em cima de outros inculcados, impostos, não é nada fácil. Em minha jornada, quebrar com velhos hábitos arraigados é o meu maior desafio. Seja por criação familiar, por imposição social, seja por doutrinação religiosa, seja por mentiras que nos contamos sobre nós mesmos, aquilo que somos não é nossa real essência, mas algo que construímos para “funcionar” nessa sociedade, nesse mundo.
Devia ser bem simples. Todos são livres e tem o direito de amar quem quiser, quantos quiser, sendo em mutuo consentimento e tendo maturidade. Nascemos com isso e a sexualidade devia ser algo normal, natural. Eu sou homem e gosto de mulher. Outro homem pode ser homem e gostar de homem. Outro homem pode ser “mulher” e gostar de homem. Um homem escolhe o que ele é e gosta e definir seu tipo de relação: monogâmica ou poligâmica. O mesmo devia ser verdadeiro para a mulher, para o/a transgênero. Mas não funciona assim. Vivemos em uma sociedade onde novela e futebol é mais importante do que política.
Não temos problemas com a ingerência governamental, mas criamos problemas quando algo resvala nossas inseguranças, recalques ou preconceitos no tocante ao amor, relacionamento, sexualidade. Conversar sobre liberar a maconha é mais fácil do que conversar sobre liberar o amor.
Teorias revolucionárias forma majoritariamente escritas por homens. Como antigamente eram escritos livros sobre fidelidade, casamento, virgindade. Homens impulsionam a Industria da Pornografia, a Industria do Sexo, nós demos origem às boates e às trocas de casais. E continuamos insatisfeitos, porque o sistema se mantém enquanto nos mantivermos condicionados a viver essa sexualidade doentia, enquanto permitirmos sermos sexualmente reprimidos, oprimidos e alienados. Metade da humanidade, a mulher, está ainda mais restringida, lutando para cumprir com sua função social como trabalhadora e mãe, mantendo um contrato social [casamento] porque acredita na instituição e porque teme a punição social se ousar infringi-la. Metade da humanidade, a mulher, ainda mantém o sonho romântico medieval de fidelidade conjugal e de que não é próprio para uma “mulher direita” buscar sua plenitude, inclusive a sexual.
O Fruto está bem na nossa frente. A Iniciadora nos oferece. Não há Deus algum que nos proíba, nem há Deus algum que possa nos castigar. Na verdade, Ele está bem ao nosso lado, aguardando ansiosamente pelo nosso Despertar. O ato deve ser consciente. Cabe a nós querer colher o Fruto, saboreá-lo e receber o Conhecimento.
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