A caixa de Dora – X

Por alguns instantes as pessoas olhavam uma para outra. Um ou outro ainda estava com o ânimo exaltado. Como ninguém se habilitava a incitar a audiência para alguma ação violenta, permanecia um silêncio ensurdecedor. Alguns instantes mais tarde surge uma viatura policial que leva o professor e a aluna para a delegacia. Findo o espetáculo, toda aquela gente vai se dispersando.

Sobram apenas Luis e Dora. Ela, ainda ao longe, observa seu jogador com um sorriso enigmático em seu rosto. Ele havia abaixado a guarda, então ele estava perdendo. Mas ela gostou, então ele estava ganhando. O jogo sempre é surpreendente. Dora se aproxima, pronta para começar a segunda fase do jogo.

– Então, “Lobo”…você entregou o jogo. De tantos com quem eu joguei, você certamente é o melhor. Acho que você está preparado para conhecer a minha caixa.

– Esse seu jogo pode acabar muito mal algum dia, Dora.

– Relaxe! Até agora ninguém morreu nem foi morto. Agora que você perdeu, tem que me seguir. Para conhecer a minha caixa, nós temos que ir a um lugar reservado.

– Eu perdi? Se você vai mostrar sua caixa para que eu a conheça, então eu ganhei. O que é e o que tem essa caixa?

– Paciência, “Lobo”. O perdedor tem que obedecer. O que você sabe é meu sobrenome. Pendragon. Eu pertenço a uma longa linhagem de sacerdotisas dedicadas a Pan. Eu possuo uma caixa que é chamada então de Pan-Dora. Abrir a caixa libera o poder de Pan. Pode criar o universo ou liberar o caos. Mas para abrir a caixa o jogador tem que merecer. Você conquistou esse mérito.

– Eu ouvi falar algo a respeito. Só não entendi por que é necessário o jogo.

– Um teste, “Lobo”. Conhecer a caixa e abri-la é resultado do jogo. A questão é se você tem a chave e está preparado para conhecer e abrir minha caixa.

Em um local reservado, Dora levanta sua saia e mostra suas partes íntimas. Ela não usa roupa de baixo, deixando bem exposto seus cabelos pubianos, ruivos como a dona, cobrindo sua úmida entrada. O corpo de Luis responde imediatamente, deixando Dora impressionada com o tamanho do volume da ereção. Quando ele a abraça, ela treme e geme, os corpos estão quentes e receptivos, tornando desnecessário qualquer palavra. Ali mesmo tornam-se um só, ele encaixa a “chave” e a “caixa” se abre generosamente. Ambos abandonam todo o pudor e se permitem ser arrebatados no êxtase. Sem se importar se vai haver um amanhã. Se o universo continuará. Ou se será liberado o caos.

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