Enquanto dona Guerra não vem

Eu fui tirar um cochilo depois de ler e escrever bastante. Eu estava na cama esboçando alguns roteiros quando eu sinto um peso em cima de mim. Sobressaltado, eu abri os olhos e lancei meu olhar na direção do ponto de pressão causado pela gravidade. Sentada em cima de mim, com um curioso uniforme de bandeirante, estava Gill, fingindo ficar brava. Do canto do olho, eu percebo que Riley a acompanha, com o mesmo uniforme.

– Ah… oi, Gill, oi, Riley.

– Não finja ser simpático, senhor escriba! Eu estou muito brava com o senhor!

Eu relevei a circunstância de que eu voltei ao meu escritório particular há pouco mais de um mês, depois de ter passado uma semana como cativo na extinta White Light. O mundo está quase evocando a Terceira Guerra Mundial, o Brasil está cada vez pior com um governo usurpador e o Fascismo está cada vez mais ativo, mais expressivo, mais presente. Eu deixo tudo isso de lado, por que… bom, são as minhas garotas e elas estão muito atraentes e sensuais nesses uniformes de bandeirantes.

– Eu te peço perdão, Gill, mesmo que eu não saiba seu motivo de estar brava comigo.

– Mais uma razão! O senhor devia saber muito bem! O senhor prometeu que faria a transcrição de meus diários!

– Ah… é isso. Que coincidência, eu estou exatamente fazendo alguns esboços mentais.

– E… está? O… o senhor não mentiria para mim, mentiria?

– Eu não seria capaz, Gill. Sabe, o problema não é seu texto, muito bem escrito, mas como eu posso transcrevê-lo ao público geral.

– Eu não entendo. Qual é a dificuldade?

Riley descruza os braços e coloca as mãos no quadril e, rolando os olhos, tenta explicar a minha dificuldade.

– Gill, nós não estamos em Nayloria. Aqui é o Mundo Humano. Aqui as criaturas supostamente conscientes e racionais têm diversos e enormes problemas em relação ao corpo, ao desejo, ao prazer, ao relacionamento, ao amor e ao sexo.

– Mas… O’Ley, ele conseguiu escrever de você, não foi?

– Gill, eu ainda passo por madura, adulta. A primeira coisa que essa gente vai reparar em você é sua pouca idade e estatura.

– Mas isso é… injusto! Nós temos praticamente a mesma idade, O’Ley! E eu sou tão madura e capaz quanto você!

Riley põe a mão no rosto e balança de um lado a outro, sem esperança. Eu vou aproveitar para dar uma pequena descrição física da Riley e da Gill. Bom, ambas são garotas, mas são animais antropomórficos. Riley é uma hiena, eu acho, considerando que sua condição de transgênero é natural. Ela nasceu com ambas as sexualidades, ela nasceu como uma perfeita hermafrodita, então ela confunde bastante, pois ela tanto se comporta tanto como “menino” quanto como “menina”. Embora Riley tenha, tecnicamente falando, 16 anos em termos humanos, sua compleição corpórea é atlética e sua estatura a faz parecer mais velha. Gill é uma panda vermelho, embora alguns digam que ela seja uma raposa do fogo. Gill é uma típica fêmea, pela identidade, personalidade, opção e sexualidade. O que a destaca, exceto sua rígida e tradicional criação asiática, é sua preferência por machos mais velhos. Um dos motivos pelo qual ela aceitou euforicamente a fazer parte de nossa trupe teatral é porque aqui ela poderia expressar sua sexualidade livremente.

– Não força, Gill. Durak está se arriscando muito só por ter escrito sobre mim. Apesar de ser considerada madura e adulta, essa gente não consegue entender que existem pessoas transgênero como eu.

– Mas… ele consegui, não conseguiu? Eu sei que o senhor consegue senhor escriba!

Gill apoia suas duas mãos em meu tórax a deixando bem perto de mim a tal ponto que é impossível não reparar no volume de seus seios. Isso, somado ao uniforme de bandeirante e a sensação de que sua calcinha estava pressionando meu quadril foi demais para mim. Gill fez uma expressão de surpresa, girou levemente e, olhando disfarçadamente através de sua saia, viu que eu tinha algo crescendo.

– Viu só, O’Ley? Se eu não fosse madura e adulta, eu não provocaria o senhor escriba dessa forma. Ele não devia ter tanta dificuldade em transcrever meu diário.

– Ah, qual é, Gill! Nós não podemos enganar o leitor. Durak é um homem saudável que é capaz de ver que nós somos plenamente capazes, conscientes e maduras o suficiente para termos relações sexuais e amorosas. Ele sabe e vê que nós somos mulheres a despeito de nossa idade cronológica. Evidente que o corpo dele irá reagir diante de nossa sensualidade normal, natural e saudável. Quer ver só?

Riley abre sua blusa mostrando seus belos e perfeitos seios e meu pacote aumenta consideravelmente de tamanho. Gill fica um pouco assustada, porque aquilo está roçando ameaçadoramente seu bumbum.

– O… oquei, entendi. O senhor escriba não é uma referência confiável porque nós somos suas garotas e ele nunca escondeu seus sentimentos por nós. Então vamos combinar.

Com agilidade e rapidez, Gill pula de cima de mim e pousa ao lado da cama, como se fosse uma ginasta olímpica. Colocando as mãos por cima da virilha, Gill faz sua proposta que soa como uma ameaça.

– Eu e você, O’Ley… vamos combinar assim. O senhor escriba não vai mais ver nem brincar conosco e nossas coisas enquanto ele não acabar de transcrever meu diário.

– Hei… eu não tenho coisa alguma com isso!

– Por favor, O’Ley… eu prometo que vou te compensar…

A cena e clima yuri deixam subentendido algo que somente eu e um cidadão de Nayloria entenderia. Sim, eu sei que Gill e Riley tem um relacionamento bem mais próximo e intimo do que “amigas de infância”. Eu tenho fantasias pensando nas duas e suas ginásticas de cama.

– Bo… bom… nesse caso… desculpe, Durak, por mais que eu goste de ser sua garota e de brincar contigo, eu também gosto de ser o menino da Gill e gosto de brincar com ela.

– Tudo bem, eu entendo. Eu aceito o “castigo”. O problema é que eu não vou conseguir trabalhar direito com isso armado.

– Ahem. Deixa que eu cuido disso.

Nós três voltamos nossa atenção para a porta do quarto e, boquiabertos, nos deparamos com a presença de Venera sama em pessoa. Sem demora e cerimônia, Venera sama sobe na cama e começa a me cavalgar vigorosamente. O rosto e o corpo de Venera sama expressam enorme satisfação, causando um pouco de ciúme e vontade na Gill e Riley. Mas a ideia de “castigo” foi delas, então elas só podem assistir. Eu, coitado de mim, pouco posso fazer e não consigo me segurar. Venera sama desenha um enorme sorriso enquanto minha energia vital esguicha em borbotões para dentro de seu ventre.

– Como sempre, generoso em sua oferenda, Durak. Eu aceito com satisfação. Nós precisamos repetir isso mais vezes.

Venera sama tal como subiu, desceu, assim como uma grande amostra da minha semente escorrendo de seu templo interno.

– Muito bem, Durak. Assim que recuperar o fôlego, inicie seu trabalho. Do contrário eu serei obrigada a ingressar ao lado de Gill e Riley.

Eu sou deixado para trás por minhas garotas. Que se dane se um leitor ficar ofendido. Não tem alguém do outro lado da tela. Eu tenho que trabalhar. Eu tenho que escrever essa transcrição antes que o mundo acabe quando dona Guerra chegar.

A batalha do século

Distinta plateia inexistente, descortinaremos nesse tablado nossa encenação sobre uma competição que foi realizada no Reino Faraway. Sim, esse mesmo, o reino do rei Shreck e da rainha Fionna.

– Que seja espalhado por todo reino esta Boa Nova. Nós, rei e rainha da dinastia do Pântano, conclamamos para que atenda a este concurso todo mago/a, feiticeiro/a e bruxo/a. Nós iremos dar um generoso prêmio ao vencedor ou vencedora, aquele ou aquela que for o mais poderoso ou a mais poderosa.

O convite chegou até nas Sábias do Caldeirão e nos Monges da Razão, cada qual com seu prodígio, separados e dedicados unicamente para aprender e treinar seus poderes mágicos. Na comunidade das Sábias do Caldeirão tinha a Feiticeira Faceira [eu escalei a Alexis para este papel] e no instituto dos Monges da Razão tinha o Tecnomago [eu escalei Zoltar, por motivos óbvios].

Houve uma bela cerimônia de abertura e muitos candidatos se perfilaram, prontos para defender suas bandeiras. A disputa foi árdua e cruel, druidas, xamãs e encantadores foram caindo, um a um, até restarem apenas a Feiticeira Faceira e o Tecnomago.

– Tecnomago! Desista agora ou sofra as consequências! Eu sou a mais poderosa!

O publico aplaudia efusivamente, pois as roupas da Feiticeira Faceira mal conseguiam esconder suas belas formas.

– Há! Só em seus sonhos! Está evidente que eu sou o mais poderoso. Desista agora, garotinha, para não magoar sua mãezinha!

O publico vaiava ensurdecedoramente embora a figura do Tecnomago pareça engraçada debaixo de tanta roupa e de algo parecido com uma máscara contra gases.

Dado o sinal, a Feiticeira Faceira utilizou todos os seus conhecimentos de poções, ervas, espíritos e entidades da natureza. Do seu lado, o Tecnomago utilizou todos os seus mecanismos, aparelhos e equipamentos da mais alta tecnologia. As pessoas presentes gritavam, cheias de medo, pavor e pânico, pois as explosões surgiam de forma violenta, causando alguns feridos. Havia muita fumaça e fogo, mas os truques acabaram.

– Eu devo te dar os parabéns, Tecnomago. Você é o primeiro que conseguiu resistir ao meu poder.

– Há! Seu poder natureba nunca foi um perigo. No entanto, eu custo acreditar que tenha resistido aos ataques da mais alta tecnologia!

– Hohohoho! Acha mesmo que bites podem me ferir? Eu vou ganhar de você, tenha certeza disso!

– Alguém ouviu algo? Eu posso jurar que eu ouvi uma mosca zumbir.

A fumaça abaixou e a equipe de bombeiros apagou os focos de incêndio. A massa soltou um som de surpresa. Ambos os candidatos finalistas estavam em pé, embora com contusões e com as roupas em frangalhos. Os espectadores não olharam muito para o Tecnomago, todos os olhares estavam fixados na Feiticeira Faceira.

– Se… seus tarados! Pervertidos! Parem de olhar para mim!

O manto que ajudava a cobrir o escasso volume de roupa que a Feiticeira Faceira vestia mais parecia uma peneira. O Tecnomago sentiu algo estranho, mas aguentou firme. Tirou um de seus muitos mantos e cobriu a pobre Feiticeira Faceira.

– O… obrigada… mas porque está me ajudando?

– Eu não estou te ajudando. Eu apenas percebi que, no estado em que se encontra, você não poderá lutar com seu máximo de potencial. Eu quero uma vitória limpa e absoluta.

– Hahahaha… eu devo ter batido muito forte em você… está delirando!

Então os candidatos finalistas se dão conta que estão bem perto um do outro. A Feiticeira Faceira fecha um pouco mais o manto cedido pelo Tecnomago para cobrir suas generosas formas enquanto o Tecnomago sente aquela sensação estranha aumentar.

– Que… que feitiçaria é esta? Eu sinto… um calor em meu corpo.

Os terminais que cobrem os ouvidos do Tecnomago apitam como chaleira com água quente, fazendo a Feiticeira Faceira rir.

– Hahahaha. Isso não é feitiçaria. Eu não tenho mais truques. Se tiver alguma dessas suas arminhas restando, esse é o momento de você aproveitar e tentar dar um tiro de sorte.

A Feiticeira Faceira até provocou o Tecnomago abrindo uma brecha e expondo o generoso decote que mal escondia seus dois belos seios. Então a Feiticeira Faceira notou algo estranho e diferente no Tecnomago.

– O… o que é isso? Uma de suas armas?

O Tecnomago segue a direção na qual a ponta dos dedos da feiticeira faceira aponta e só então se dá conta de que está com um estranho volume entre suas pernas.

– E… eu não sei! Eu usei todas as minhas bugigangas! Eu estou completamente desarmado!

Pausa para uma explicação, inexistente plateia. Tanto a Feiticeira Faceira quanto o Tecnomago dispenderam seus jovens anos unicamente para aprender, treinar e praticar suas Artes. A Feiticeira Faceira nunca viu um menino ou homem antes em sua vida e o Tecnomago praticamente comia, bebia, dormia e tomava banho com seu uniforme, sem jamais ter visto seu corpo ou sem ter conhecido uma menina ou uma mulher. Voltemos ao palco, senhoras e senhores.

– Bom, seja o que for, está apontando para mim. Tem certeza de que não é uma arma que colocaram em você como ultimo recurso?

– Claro que eu tenho! Isso nunca esteve aí!

– Hum… então eu sei o que eu vou fazer. Eu vou perguntar ao Grande Livro.

A Feiticeira Faceira tira de seu cinto algo que parece um caderninho, mas que automaticamente começa a se desdobrar até ficar do tamanho de um ser humano.

– Aha! Então você ainda tem um feitiço!

– Cala boca, moleque! O Grande Livro só sabe responder a perguntas.

– Exatamente, mestra e eu estou às suas ordens.

– Grande Livro, revele o segredo diante de mim. O que é esse volume que apareceu no Tecnomago?

O Grande Livro não possui rosto como nós, mas tem duas faces, que ficam ligeiramente rosadas ao se deparar com o objeto da questão.

– Ahem! Mestra, é de conhecimento público que o homem sente atração pela mulher. O Tecnomago está manifestando uma reação natural, normal e saudável diante da exposição da sensualidade do seu corpo.

– Entendi… reação… mas isso é perigoso? Isso atira?

– Eh… perigoso não é, mestra, mas atira.

– Está falando enigmas, Grande Livro? Como algo que atira não é perigoso?

– Por favor, mestra, não fique brava! O que este equipamento emite é parte da essência do Tecnomago!

– Parte da essência do Tecnomago… entendi! Esse é o ponto fraco dele! Ora, devia ter dito com clareza, Grande Livro! Excelente! Eu irei usar esse ponto fraco para vencê-lo, Tecnomago!

– Meu… meu ponto fraco? Vo…você não recorreria a um artifício tão baixo… certo?

– Errado! A vitória é tudo o que me interessa! Hahahaha![risada maligna]. Agora eu vou… hã… Grande Livro, como eu posso atingir meu adversário usando seu ponto fraco?

– Po… ponto fraco? Não, não, mestra, este não é o ponto fraco…

– Grande Livro! Eu ordeno! Diga-me como funciona esse artefato para que eu possa utiliza-lo contra meu oponente!

O coitado do Grande Livro coisa alguma pode fazer, senão obedecer sua mestra, o que faz a contragosto, como podemos perceber por suas faces mais rosadas.

– Ahem… mestra, você deve remover todo obstáculo e pôr para fora o conteúdo do volume.

O Tecnomago não sabia o que estava acontecendo, mas não protestou nem resistiu enquanto a Feiticeira Faceira removia suas vestes abaixo da cintura até que algo pulou para fora e para frente, grande, enorme e duro.

– Ah! Um animal! Pulou em mim! Então esse é o seu segredo? Você guardava um animal mágico entre as pernas!

– Na… não! Eu também estou surpreso! Eu não sabia que esse animal estava aí!

– Esse seu animal me assustou! Grande Livro, que animal mágico é esse?

– Mestra, não é um animal mágico, é parte do corpo do Tecnomago. Note como esta haste está firmemente presa pela base ao tórax do Tecnomago.

– Que… apêndice estranho. Parece uma serpente. O que eu faço agora, Grande Livro?

As faces do Grande Livro estavam ficando bem vermelhas, mas ele tinha que responder para sua mestra.

– M… mestra… você deve usar sua mão para mexer nesse troço. Envolva com seus dedos, segure com firmeza, mas não aperte e então comece um movimento no sentido base-ponta-ponta-base.

A Feiticeira Faceira piscou duas vezes, mas se isto a faria vencer, é isto que ela faria e assim começou a operação descrita pelo Grande Livro. O coitado do Tecnomago não reagiu, ele estava começando a gostar da estranha sensação que vinha de seu corpo, sua pulsação e respiração aos poucos aceleravam e ele ficou surpreso quando seus gemidos começaram a escapar de sua voz.

– Aha! Agora você está em minhas mãos! Renda-se agora, senão eu vou extrair toda a sua essência!

– N… não! Nunca!

– Então eu farei você perecer com essa tortura! Hahahahaha![risada maléfica]

Conforme realizava o ato, a Feiticeira faceira pegou o ritmo certo e, no fundo, estava até gostando, ela também estava tendo uma sensação estranha em seu corpo.

– E… então… garoto… por que não desiste? Seu troço dobrou de tamanho e volume. Você não deve ter muito tempo restando… se você se entregar agora, eu te dou uma morte rápida e indolor….

– N…não! Nunca!

– Então você não me deixa outra alternativa senão dar o golpe final…

A Feiticeira Faceira acelera exponencialmente a velocidade de suas mãos e o coitado do Tecnomago só consegue gemer, quase sem fôlego e então… acontece algo. O corpo do Tecnomago estremece e um líquido branco, quente e espesso projeta-se em um jato forte e linear. A Feiticeira Faceira fica assustada com a manifestação, mas observa maravilhada o líquido cair e se espatifar no chão.

– Vitória! Eu venci! Eu tirei toda sua essência e agora eu provei que eu sou a mais poderosa!

Um ou outro aplaude o esforço da Feiticeira Faceira que, irritada, percebe que o Tecnomago ainda está em pé e seu troço ainda está em riste.

– Mas… que truque tecnológico é esse? Você devia estar morto! Isso… ainda está duro como pedra! O que significa isso, Grande Livro?

O Grande Livro estava suas faces vermelhas como tomate, mas teve que responder sua mestra.

– M… mestra… você ainda não esgotou o vigor do Tecnomago…

– Então desembucha, senão eu te descosturo! O que eu devo fazer para extrair mais essência do Tecnomago até acabar com todo seu vigor?

– M… mestra… você pode usar seus seios… ou sua boca…

Imediatamente a Feiticeira Faceira colocou o troço entre seus seios e, tal como as mãos, usou-os até sair mais daquele estranho e místico líquido. Espirrou até em seu rosto e cabelos uma quantidade razoável, mas o troço continuava em sua posição.

– Seu ponto fraco é mais resistente do que eu esperava! Mas eu aposto que eu acabo com você usando minha boca!

Abocanhando o troço como se fosse um enorme pirulito de carne, a Feiticeira Faceira lambeu e sugou o troço, chegando até a engasgar algumas vezes, pois o troço era realmente grande, grosso e volumoso. Ela até pode sentir quando aquilo contraiu e preencheu sua garganta com uma generosa carga do líquido, cujo volume e pressão eram tantos que alguns filetes escapavam entre o apertado espaço entre o troço e sua boca, foi tão forte que ela espirrou filetes pelo nariz.

– Cof, cof! Isso é quente, espesso e salgado, mas até que é gostoso. Parece com mingau de ogro. Eu… estou começando a gostar dessa brincadeira… então Tecnomago, desiste?

O coitado do Tecnomago mal tem fôlego para balbuciar algo, mas seu troço continua reto e ereto como um poste.

– Mas… isso é impossível… será que esta coisa é imortal? Grande Livro, sem demora, não esconda coisa alguma, o que eu posso fazer para derrotar de vez o Tecnomago?

O coitado do Grande Livro estava como uma fornalha, mas teve que responder sua mestra.

– M… mestra… só tem uma coisa a fazer… sua flor… sua delicada, intocada e estimada flor…

– A… minha… flor?

– S… sim… mestra… você tem que colocar esse troço… dentro… de sua flor…

A Feiticeira Faceira hesita por alguns minutos.

– A… minha… florzinha… delicada… intocada… isso… dentro… não! Não dá! Impossível! Você viu o tamanho desse troço? Isso vai… estraçalhar tudo!

– Então desista, mestra e mantenha sua virtude intacta.

– Não! Eu prometi aos Grandes Espíritos que eu venceria! Eu não posso desistir! Eu tenho que vencer! A qualquer preço!

Retomando sua determinação e coragem, a Feiticeira Faceira derruba o Tecnomago e, colocando-se em cima dele, faz com que sua flor inicie a devorar o troço.

– A… ah! É muito grande! E… eu sinto uma coisa estranha e… parece que tem um obstáculo impedindo e causando desconforto…

– M… mestra… deve ser o seu… selo… uma membrana que atesta que você é uma donzela… forçar pode causar desconforto e dor… pare agora antes que perca sua virtude!

– Ao Diabo com minha virtude e minha condição de donzela! Eu quero vencer! Uff!

A Feiticeira Faceira dá um impulso, sente uma pequena dor, parecida com a da vacinação, mas a sensação estranha vem tão forte que a dor cessa imediatamente. Sim, ela está gostando muito de cavalgar em cima do troço. Sua consciência vai borrando aos poucos e seu corpo se move por conta própria. Sua mente se afoga em uma enorme onda cor de rosa enquanto ela sente seu ventre ser preenchido por inteiro por várias emissões do líquido misterioso que jorram abundantemente do troço.

Suas forças falham, assim como suas pernas e ela rola por sobre o corpo do Tecnomago. Juntando as poucas forças que lhe restam, a Feiticeira Faceira consegue ver que o Tecnomago está desacordado e o troço completamente murcho. Instantes antes de apagar completamente, a Feticeira Faceira consegue clamar por sua vitória.

– Aha! Venci! Eu sou a mais poderosa!

Os juízes do pleito discutem agressivamente. Alguns concordam em dar a vitória técnica para a Feiticeira Faceira e outros dizem que a vitória moral foi do Tecnomago. O Grande Deus e a Grande Deusa resolvem a discussão. Empate. Determinaram que tanto a Feiticeira Faceira quanto o Tecnomago devem voltar para seus lares, se recuperarem e treinarem para a próxima batalha. E assim foi feito.

Seis horas depois, o Tecnomago acorda em seu quarto cheirando a óleo e repleto de engrenagens, molas e circuitos elétricos. Os Monges da Razão o relembram do ocorrido e o instam a começar o treino para a revanche. E ele treina duro, constantemente, ao mesmo tempo em que desenvolve mais equipamentos e armas.

Nesse mesmo tempo, a Feiticeira Faceira acorda em seu quarto cheirando a rosas e repleto de poções, encantamentos e misturas. As Sábias do Caldeirão a relembraram do ocorrido e a instaram a começar o treino para a revanche. A Feiticeira Faceira deu risada, não fez coisa alguma, ela ficou na floresta, entre plantas, animais e espíritos da natureza, seus amigos. Discretamente ela apenas preparou uma beberagem para evitar qualquer feito colateral de sua batalha final.

Chegando o momento, Tecnomago apresenta-se com seu usual uniforme, mas desta vez com um tecido metálico e cheio de espinhos metalizados. A Feiticeira Faceira estava com sua roupa excessivamente sensual e provocante como sempre, para o desespero dos conservadores, moralistas hipócritas e feministas radicais, mas desta vez ela não tinha vergonha ou receio de sua sensualidade natural, normal e saudável.

– E aí, moleque? Pronto para desistir?

– Há! Você deve ter ficado muito tempo preparando suas infusões. Ficou intoxicada e agora não raciocina direito. Eu vou vencer!

– Você vai mesmo arriscar a matar seu filho, garoto?

– E… eeeh?

– Você sabe muito bem o que você fez comigo. Vai assumir a responsabilidade?

– Você… eu… nós…

– Isso mesmo, menino. Vai mesmo agredir a mulher que você ama?

O Tecnomago tremeu todo, mas a única coisa que fez foi bater com a mão no chão e declarar que desistia da luta, declarando a Feiticeira Faceira a vencedora. O coitado do Tecnomago até tentou falar com ela depois da cerimônia, mas em posse de seu cetro dourado, a Feiticeira Faceira não tinha mais tempo para ele.

– Ma… mas… e nós? E o bebê?

– Não tem nós, moleque. Considere-se com sorte por eu não te mandar prender. Você tirou a minha virtude! E eu era jovem demais! E não tem bebê. Nunca teve. Deixe de fazer ceninha.

– Isso… foi um truque?

– Sim, garoto. Você não aprendeu coisa alguma, mas eu aprendi. Eu apenas usei o truque mais velho do mundo. Vocês, homens, se acham os donos do mundo, mas somos nós que mandamos aqui.

O coitado do Tecnomago, frustrado, amargurado, ao invés de entender e assimilar algum conhecimento com esta experiência, ele largou tudo e se tornou mais um reacionário masculinista, que utilizava a rede para disseminar discursos de ódio, intolerância e discriminação, publicando todo tipo de crítica fascista, atacando o feminismo, o socialismo e a inclusão social. Vai viver e morrer como um eterno nerd.

Gentil plateia inexistente, agradecemos por sua audiência e paciência. Este palco sente-se honrado com tão ilustre presença. Nós fechamos as cortinas, desejando uma feliz partida, para um feliz reencontro.

Sem roteiro e sem emprego

Quando a rede mundial quase entrou em colapso total com o ataque do vírus Wannacry eu tive que usar de meus meios para escrever o texto “o que fazer sem computador”. Depois de outros textos, eu preciso saber: o que fazer sem escritor. O que eu vou escrever sem roteiro e para quem escrever sem plateia, sim, eu quero saber, pois raramente recebo retorno dos leitores, se é que há algum.

Eu poderia passear em Nayloria, certamente as meninas terão satisfação em encenar alguma coisa, mas eu ainda estou com o material da Gill esperando encarnar e eu não sei como deixar apresentável ao público, especialmente se considerarmos a conjuntura atual. Relendo os contos, eu tive a ideia de fazer alguma coisa contando o passeio de Leila com Ryuko e Satsuki. Seria uma excelente matéria, se eu conseguisse escapar ileso. Ou eu poderia visitar Zoltar e Alexis, curtindo uma vida “comum” em termos humanos. Mas eu tenho receio do que pode acontecer depois que eu tive aquela revelação no vídeo.

Pode ser que chegamos em uma era onde um escriba é totalmente desnecessário. A internet dispõe de diversas plataformas onde qualquer um pode expor seus textos e suas ideias. E o resultado tem sido assustador. E eu nem estou falando da parte normativa, técnica e redacional. Eu estou falando da parte do conteúdo. Quem tiver estômago, utilize o Oráculo Virtual e dê uma boa olhada no que existe na rede. E eu não estou falando de pornografia, o “bode expiatório” momentâneo, mas da enorme quantidade de discurso de ódio, intolerância e discriminação.

A pornografia não é prejudicial como dizem, a não ser para os hipócritas moralistas. Devidamente trabalhada e democratizada, a pornografia é Arte Erótica. Onde a nudez é reconsagrada, assim como o corpo, o desejo e o prazer. Nesse aspecto, o ato sexual torna-se um ato belo e idílico. Sim, seria necessário superarmos toda opressão e repressão sexual imposta pelo dogmatismo cristão. Somente quando reconciliarmos o espiritual com o carnal é que poderemos desconstruir e ressignificar as palavras “pornografia” e “prostituição” de seus sentidos pejorativos.

Quando eu afirmo que “todo ser vivo possui sexualidade” parece algo obvio e inócuo, mas então não devíamos ter tantos pruridos quando falamos em amor, sexo e relacionamento. Primeiro a sociedade rejeitava a relação entre pessoas de etnias diferentes. Depois a sociedade rejeitava a relação entre pessoas de gêneros semelhantes. A sociedade ainda fala de adultério como se só existisse a monogamia. A sociedade fica chocada em saber que existem mães solteiras que querem um namorado/a ou namoram. A sociedade ainda acha “normal” o homem ter várias parceiras sexuais, mas condena se uma mulher se dá essa liberdade. Eu recordo como a sociedade ficou em rebuliço quando um jovem ator namorou uma apresentadora com o dobro da idade dele. Hoje em dia eu até dou risada quando uma celebridade fala publicamente que “amor não tem idade”. Isso não pode ser sério. A sociedade ainda causa alvoroço quando um/a adolescente namora uma pessoa mais velha. Mas sabe falar em diminuir a idade de responsabilidade quando se é para responder criminalmente. Nossa sociedade é extremamente hipócrita.

Então eu vou deixar aberto aos leitores. Escolham o roteiro.

PS: Aparentemente Zoltar está certo, não há alguém do outro lado da tela. Isso é bom e ruim. Ruim porque escritor sem leitor é apenas um sonhador. Bom porque isso significa que eu posso escrever sem recear ofender a sensibilidade do público.

Antes de transcrever o capitulo final das memórias de Gill, eu vou escrever minicontos com uma mistura de erotismo e inocência. Tipo um Dr Seuss para adultos.

O fim da White Light

“Foram os espíritos fortes e os espíritos malignos, os mais fortes e os mais malignos, que obrigaram a natureza a fazer mais progressos: reacenderam constantemente as paixões que adormecidas – todas as sociedades policiadas as adormecem -, despertaram constantemente o espírito de comparação e de contradição, o gosto pelo novo, pelo arriscado, pelo inexperimentado; obrigaram o homem a opor incessantemente as opiniões às opiniões, os ideais aos ideais”. [Friedrich Nietsche – Gaia Ciência]

Komadori olha em direção ao horizonte e Shirasagi dorme profundamente ao seu lado. Faz duas semanas que elas deserdaram da White Light sem que nenhuma patrulha sequer aparecesse as procurando. Com um sinal remoto e disfarçado, Komadori tenta acompanhar o que acontece no mundo. A Grã Bretanha rompendo com o Eurogrupo resultou no aparecimento de movimentos pelo fim do Reino Unido. O Estado Islâmico, mercenários treinados e pagos pelos EUA, causando guerras no Oriente Médio e encenando ataques terroristas unicamente para disseminar a histeria e a paranoia. Rússia e EUA soltam faíscas por causa da Coréia do Norte e China parece neutra. O Fascismo reaparece em toda a Europa. Enquanto os grandes países disputam por mais poder e riquezas, a enorme maioria da humanidade definha em guerra, miséria e fome. Komadori nunca pensou nisso profundamente, mas apesar de ser meio budista, meio xintoísta, ela conhece a crença monoteísta que fala do Juízo Final. Então ela se pega perguntando: onde está o Bem, a Paz e o Amor?

– Hum… Renge… que horas são?

– Bom dia, Miki. Agora é meio-dia. Você acordou bem na hora do almoço.

– Uaahh… que bela guerrilheira eu sou… eu devia sentir vergonha… mas não sinto…

– Relaxa. Nós estamos muito distantes de tudo aquilo que nos tolhia a liberdade de sermos quem nós somos.

– Ummm… espero que Plamia sama não me veja assim. Eu dormi demais…

– Está tudo bem. Você… eu… nós vivíamos uma mentira, encenávamos comportamentos e papéis conveniente para os outros. Nós não precisamos mais repetir e reproduzir essa programação com a qual nós fomos obrigadas a seguir para continuar a viver na dita “sociedade civilizada”.

– Nooossaaa… virou filósofa agora, foi? Que engraçado… eu me considerava a intelectual, mas me sinto burra agora.

– Você é inteligente, Miki. Nunca duvide disso ou de si mesma. Você… eu… nós éramos consideradas e avaliadas conforme o grau de colaboração que dávamos a um sistema. Quando balançávamos a cabeça e, feito ovelhas, dizíamos sim, nós éramos elogiadas e fomos promovidas. Agora… agora nós somos as hereges… as bruxas que devem ser caçadas e mortas porque ousamos desafiar os sistema.

– Então isso é liberdade hem? Nós podendo ser nós mesmas e sermos reconhecidas e aceitas por sermos quem somos.

– Sim, isso é liberdade, mas não vem de graça. Vamos. Nós temos muito que lutar. Existem milhares esperando para serem libertos de toda opressão.

Dois estômagos ressoam em harmonia, fazendo com que Malinovka e Tsaplya rissem muito. Agora elas eram guerrilheiras da Sociedade Zvezda e agora lutavam pela Verdade, pela Liberdade e pelo Amor. Mas antes precisariam comer.

– Vamos, preguiçosa. Ou nós vamos perder o prato principal.

– Antes, Renge, diga-me… nós somos realmente livres? Nós podemos realmente ser nós mesmas?

– Mas… que pergunta, Miki! Até duas semanas atrás nós combatíamos a Sociedade Zvezda e, no entanto, eles nos receberam sem perguntas e sem reservas quando solicitamos exílio.

– É que… você e Asuta… e eu? O que será de mim?

– Eu não acredito que você ainda está pensando nisso! Nós fugimos juntas por duas semanas até encontrarmos esse refúgio e você só pensa em nós duas?

– Eu… eu não posso evitar… eu te amo…

– Oquei, preguiçosa. Depois de comermos e das tarefas diárias, nós podemos falar sobre isso.

Shirasagi faz beicinho, mas se conforma. Ao menos elas vão falar. O difícil é conter o ciúme quando Komadori fica toda derretida ao lado de Jimon. Felizmente Plamia sama não tira os olhos das novas recrutas. Isso inclui o esquadrão Furry, diversas criaturas vindas de Nayloria. Yasu faz o que pode e para ajudar tem a Rei [Ayanami], rebatizada de Filin na Sociedade Zvezda.

– E aí, meninas? O que acharam da Sociedade Zvezda?

– Eu estou gostando, Rei. E você e o Durak?

– Ah… nós… resolvemos isso.

– Pois eu não vi coisa alguma de mais no Durak.

– Hei, Miki, você gosta de meninas e despreza meninos. Eu diria mesmo que você tem um preconceito contra os meninos, mas é difícil não ficar com cisma, vindo de onde viemos. Acredite, quando eu era clone de um anjo a serviço da NERV [e depois da White Light] eu tinha cisma com a humanidade em geral. Foi convivendo com humanos que eu percebi o quanto eu estava enganada. Que tal você dar uma chance ao menos aos nossos meninos?

Shirasagi faz beicinho novamente porque, como todo ser humano, detesta admitir que pode estar errado. Um forte clarão ao longe, no horizonte, dispara os alarmes. Uma enorme esfera laranka se desenha e não é o sol, mas algo similar, destruidor e devastador. A direção e localização da explosão nuclear indicam que ocorreu aonde ficava a White Light.

– Eu… eu não acredito… eles… fizeram! Eles realmente fizeram!

Rei estava mais pálida do que seu costume e seus olhos vermelhos brilhavam em fúria. Sim, o Grande Irmão dispensou de vez a White Light. O patrocinador dela, a Indústria do Cigarro, estava perdendo dinheiro e isso representava perda de poder. O cigarro tinha perdido todo seu charme e glamour arduamente conquistado pela propaganda e cinema. No mundo contemporâneo do século XXI, com comida saudável e alimentos orgânicos em alta, fumar cigarro transformou boa parte da humanidade em cidadão de segunda categoria. O cigarro perdeu faz tempo o mercado para armas, pornografia e tráfico [de drogas e de pessoas]. Estava sendo muito mais rentável investir em grupos mercenários que fingiam cometer atos terroristas em nome de Alah. O que é detonar um artefato nuclear em uma organização secreta quando o Grande Irmão foi capaz de implodir as Torres Gêmeas, em coordenação com o choque de dois aviões teleguiados? O vermelho de sangue é tolerável, o vermelho da conta negativa não.

– Rei… por que o mal prevalece? Por muitos anos eu lutei na White Light acreditando que o Bem venceria o Mal. Então eu descobri que aquilo que se promulgava como Bem era maligno e aquilo que era tachado de Mal era benigno. As polaridades se inverteram, mas a Verdade é que ainda existe algo ruim e algo bom. Por que a maldade prevalece?

– Eu perguntei isso uma vez para Deus e Venera sama. Deus, aquele que é o Usurpador, exigiu minha obediência e submissão. Venera sama disse que a bondade e a maldade estão na humanidade, não em um Deus ou anjo. A natureza, Gaia, sempre agirá conforme valores e princípios universais mais elevados, ela e nenhuma Força se sujeitariam a se submeter aos padrões morais humanos, dúbios e relativos. Apenas o Homem age com intenção, ora para o Bem, ora para o Mal.

– Mas… por que?

– Eu queria saber também, Renge, mas Venera sama apenas diz que isto é resultado da cegueira humana, ao acreditar que é o centro do mundo, do universo e que realmente são seres individuais, que nada está conectado. Ela diz que só existe uma “salvação” para a humanidade: Amor. Esse é o nosso objetivo, Renge. Fazer do Amor a única e verdadeira Lei.

Bendita bagunça

Aqui nós temos a mania de dizer que Deus é brasileiro. Então Dioniso é brasileiro. Porque Dioniso é o Deus da Bagunça. E porque o Brasil é uma bagunça, desde seus primórdios.

Eu consegui colocar as coisas no lugar depois que eu saí de meu cárcere. Enquanto eu arrumava o escritório, eu encontrei registros que mostram outra versão de minha libertação da White Light. Aqui caberiam diversas considerações do por que estes registros foram convenientemente deixados aqui, muitos com o logotipo da White Light, outros da CIA, da SEELE, da NERV e também da Sociedade Zvezda.

No primeiro vídeo que eu abri, eu ainda estou no casulo/cárcere quando têm as três visitas [sendo uma delas a Santíssima Trindade da NERV], mas o meu “despertar” não ocorre. Memórias tendem a mentir, disso eu sei, especialmente quando emoções estão misturadas. Mas então como eu escapei da White Light?

Outro vídeo mostra que minha “visita A” teve outra ocorrência. Eu consigo identificar a “loira” como “White Egret” e a “morena” como “White Robin”. Elas parecem discutir bastante e Robin é a mais agitada. Eu custo acreditar, mas a imagem é bem clara. Robin retira o lacre que prende meu casulo no chão e, com a ajuda [certamente a contragosto] da Egret, eu e o casulo somos removidos da sala de contenção.

O terceiro vídeo está prejudicado, mas parece ser a transcrição que deu origem ao texto “Under God”. O trecho está colado [editado?] com outro vídeo, provavelmente de uma câmera de segurança, na área externa da White Light, no qual eu e meu casulo somos colocados [pela Robin e pela Egret] dentro de um furgão, para fora dos muros da White Light. Uma sequencia confusa de vídeos de câmeras de segurança e de trânsito dão a entender que Robin e Egret são as verdadeiras autoras da minha fuga da White Light.

O quarto vídeo parece ser uma colagem da “visita B” com vídeos [câmeras de segurança e de trânsito] nas dependências do que eu consegui identificar como pertencentes à NERV. Eu devo estar vendo coisas, mas Robin e Egret tem ajuda da “azul” [Rei Ayanami] para abrir o lacre que me mantém dentro do casulo. Depois os vídeos ficam confusos e conflitantes. Ou as três me deixaram na porta da casa dos Red ou elas me abandonaram perambulando semiconsciente pelas ruas de Nayloria. Só concordam em uma coisa os vídeos: eu fui “achado” por Riley e Gill que me levaram para dentro da casa dos Red.

O quinto vídeo [White Light? NERV? Sociedade Zvezda?] parece um vídeo caseiro feito na sala da casa dos Red. Não há mais sinal das “traidoras” da White Light. As mulheres presentes parecem bastante agitadas e preocupadas com o meu estado catatônico. Eu dou risada quando eu vejo a expressão de Gill quando a Riley resolve tentar me acordar com um boquete [deve ser uma técnica de ressuscitação em Nayloria]. Eu deveria estar realmente desacordado, pois eu não me lembro disso e é impossível não sentir algo quando a Riley está na ação. Vanity fica irritada quando Claire Red resolve relembrar de sua adolescência e de suas aventuras com Jack Black. Não que isso seja desagradável, mas parece uma verdade universal dos filhos acharem que mães não transam. Eu acompanho com vívido interesse como meu corpo é compartilhado pelas garotas. Inacreditável que eu não tenha engravidado alguma.

O que emenda com o sexto vídeo. Perturbador, muito perturbador. Até mesmo para mim, acostumado ao multiverso. Miralia, filha de Zoltar e Alexis, está crescida. Até aí, nada de mais, a Quinta Dimensão não possui linearidade temporal. Mas o que ela diz é perturbador.

– Papai? Papai? Olha, não fique chateado. Minha manifestação no mundo humano não deu certo, mas eu não vou desistir. Eu prometi para Ela que eu seria sua mãe, irmã, esposa, amante, sacerdotisa, filha. A minha forma temporária como Miralia não deve causar problemas, pois eu escolhi bem meus pais temporários. Mas eu sou sua filha. Sua e dEla. Mamãe também não está satisfeita em sua forma como Leila Etienne. Olha, nós sabemos que está ruim e difícil sua vida nesse espaço-tempo, mas aguente firme! De algum jeito, no final, nós estaremos juntos e é isso o que importa.

Eu não sou o tipo emotivo, mas não sou inteiramente desprovido de emoções. Eu não tenho vergonha de admitir que eu chorei. O vídeo de Miralia [por enquanto é o nome que minha filha tem] me faz lembrar de meus traumas, frustrações, mágoas. Saber, apesar de tudo, que eu sou querido, amado, desejado, não faz parte de minha rotina no mundo humano. O vídeo serve para confirmar a minha teoria de que tudo está conectado. O leitor pode achar que meus textos são meras fantasias, mas o multiverso é bem real e o mundo humano interage com as demais dimensões. Faz todo sentido, pois no mundo humano a fertilização assistida feita no mundo humano resultou em negativo. Eu tenho consciência que nada acontece por coincidência, então é só uma questão de tempo para que eu encontre um grupo, um coven ou uma sacerdotisa com quem eu possa aprender e praticar o Ofício. Meu Senhor e minha Senhora têm infinitos meios de fazer com que eu volte para a minha verdadeira casa, família, povo e nação.

O sétimo vídeo só mostra que eu estou de volta ao mundo humano, na cidade de São Paulo, na minha casa e entrando em meu escritório, aparentemente consciente. Ficou uma lacuna entre minha estadia na casa dos Red e minha chegada em minha casa. Outros registros são bem confusos, mostram plantas, planos, esquemas e notícias aparentemente desconexas de fatos que aconteceram no mundo humano. Eu só posso desconfiar de que estes vídeos tenham alguma conexão com o conto que eu escrevi com a colaboração de Loki.

Fica a questão. Por que eu achei estes registros? Como eles foram parar ali? O que eles realmente significam? Como estão as garotas de Nayloria? Como estão as “traidoras” da White Light? O que, até que ponto e quais partes desses vídeos eu posso aproveitar para meus contos? Quanto tempo eu ainda vou ter que esperar até que esse Império acabe e a Humanidade possa crescer e evoluir livremente? Quanto tempo, até reencontrar meu lugar, meu povo, meus Deuses? Quanto tempo mais eu vou me enganar acreditando que existe algum leitor por detrás da tela? Será que eu devo ou não continuar a transcrever o diário de Gill, publicando as partes mais explícitas e polêmicas? Se tiver alguém aí do outro lado da tela, eu espero por uma resposta.

Projeto Despudorado

Oquei, eu até entendo a opinião das feministas radicais contra a prostituição e a pornografia. Mas ainda sinto o gosto ruim da carolice cristã, quando a proposta é simplesmente proibir ou censurar a prostituição e a pornografia. Eu ainda não elaborei, mas eu tenho uma tese bem simples: a pornografia foi fundamental para a mulher da Era Moderna redescobrir seu corpo, seu desejo e seu prazer.

Eu fiz uma imersão em diversos textos que falam da questão de gênero, do desconstrucionismo na filosofia [Derrida/Guattari] e de como é importante ressignificar as palavras, especialmente estas que servem para manter e reforçar o sistema social. Então que tal desconstruir/ressignificar a prostituição e a pornografia?

Eu estou ciente da condição de “trabalho” de uma “profissional do sexo” e embora eu não concorde com a postura da Human Stupidity [em um artigo que diz refutar as “mentiras do feminismo” sobre a prostituição] o conceito geral pode ser aproveitado. Por exemplo: a condição de trabalho na Indústria Têxtil é similar ou análogo ao escravo, mas ninguém é contra a produção de tecidos, roupas, moda, nem das profissões de costureira, etc.

Duas palavrinhas “mágicas”: regulamentação e fiscalização. Regulamentar e fiscalizar como e de que forma a prostituição e a pornografia é “produzida” para atender à uma necessidade social ainda é melhor do que proibir e censurar. Nós temos que nos libertar de toda forma de proibição e censura, nós vivemos por muito tempo debaixo de uma repressão e opressão sexual. Ainda temos muito que lutar para que a sociedade aceite que a população LGBT também deve ter seus direitos civis reconhecidos e respeitados. Proibir e censurar a pornografia e a prostituição é concordar com o discurso carola cristão, é reforçar o sistema social patriarcal machista, a cultura do homem branco cristão e heterossexual. Nós precisamos de novos discursos e projetos para devolver às massas o controle sobre seu corpo, seu desejo, seu prazer, seu sexo.

Eu encontrei o “Projeto Despudorado” por acaso [cofcof não existem coincidências] e, embora seja “velho” [2015], o conceito e proposta são interessantes. Faltam pessoas ou grupos interessados em apresentar mais projetos. Eu irei citar os trechos mais pertinentes:

Ainda que parecidos, não há neste mundo um ser que seja exatamente como outro. Cada indivíduo traz à Terra sua história, que é unica, suas particularidades físicas, psicológicas, emocionais, espirituais… Na idiossincrasia de cada ser, ou seja, nas características únicas de cada pessoa, reside sua beleza.

O problema é que em um mundo cada vez mais padronizado, onde até mesmo o dito ‘alternativo’ tem regras próprias e receitas a serem seguidas, tendemos a negar nossas particularidades, nossa essência, para nos encaixar de alguma forma nos moldes que nos foram apresentados. Na rígida disciplina social imposta sobre nossos corpos, instaura-se qual é o tipo de cabelo ideal, o formato da barriga e do peito aceitável, a quantidade de pêlos permitida, o tamanho do pinto, e assim por diante.

Racionalmente todo mundo sabe que a capa da revista recebeu quilos de Photoshop para ficar com aquela pele, aquela bunda, aquela cintura e aquela axila branca e lisinha… e que na verdade, até mesmo mulheres que dedicam sua vida em prol de esculpir o corpo também possuem celulite, estrias, um peito diferente do outro, marcas de expressão, pêlos encravados na virilha, etc.

Entretanto, mesmo que no plano consciente tudo isso seja relativamente claro e sejamos capazes de reconhecer a crueldade dos padrões irreais e inatingíveis que são impostos sobre nossos corpos, a desconstrução de nossas inseguranças não acontece da noite pro dia. Estamos falando de padrões profundos, que nos são ministrados desde a época em que, crianças pequenas, ouvíamos nossas mães e nossas tias falando do quanto estavam feias por estarem “acima do peso”, ou de como tinham pavor de ficarem “velhas e sozinhas”. (Isso sem nem entrar na moral cristã que fala que o corpo nu é errado, sujo e pecaminoso…)

A temática do corpo não se esgota. Eu poderia escrever horas aqui a respeito e mesmo assim ainda teríamos muito a que conversar. Se você lê agora esse texto é por quê de alguma forma demonstrou interesse em fazer parte do projeto “Despudorados”. Pra minha felicidade, muitas pessoas de dispuseram a participar, motivadas por intenções diversas.

[Original do Clitóris Livre]

Anote-se que ela teve seu perfil no Facebook apagado por “pornografia”. Outras redes sociais [Pinterest, Tumblr e outros] estão adotando a mesma histeria e paranoia. Nesse sentido, a Sociedade Zvezda apoia e endossa a opinião da escritora:

Na medida em que pelo menos metade da população mundial se encontra subjugada, a revolução de pensamento é inevitável. Os privilégios serão sim apontados, discutidos, rompidos. O futuro é feminino, já disse e repito. Se prepara por quê uma grande revolução de pensamento, muito além de ismos e movimentos institucionalizados, está aos poucos tomando forma.

Essa revolução passa pela retomada da soberania sobre o corpo e as escolhas (segurança e autonomia), e ao mesmo tempo por reassumir nosso poder de voz.

Mãos sujas, consciência limpa

Quando saímos do território de Zeus, Satan estava com seu “treinamento” completo. Dizem que o mestre aprende mais com seu pupilo do que este com seu professor. Bom, eu nunca fui apreciador dessa baixa filosofia que empesteia o bom senso, mas não deixa de ser verdade. Nossa próxima parada é a Nova Acrópole, a capital do Império construído por Jeová e não é no Vaticano. Para falar a verdade, toda a ideia de fazer a central na colina do Vaticano foi concepção de Benito Mussolini, mas desde Constantino que Roma tinha deixado de ser a central do mundo ocidental cristão. Não caía muito bem manter a central em uma colina que sabidamente pertencia ao passado pagão, tampouco por estar irremediavelmente associada com o Duce do Fascismo.

A central está em Washington, Columbia, EUA. Considere isso um resquício do Império Romano: a central política, econômica e religiosa em um único lugar. Não é coincidência o militarismo, a paixão pela bandeira e a águia como efígie. Este é um país construído por anglo-saxões, protestantes que imigraram do Velho Mundo por perseguição política e religiosa, mas que são herdeiros do Império Romano em relação ao Mundo Ocidental Cristão contemporâneo. Infelizmente não herdaram dos Romanos a tolerância e o multiculturalismo. Aqui Jeová encontrou terreno fértil para o mais ferrenho Fundamentalismo Religioso Cristão.

Então também não é coincidência que aqui existe o pior tipo de intolerância política, religiosa e sexual. Na chamada Terra da Liberdade não existe liberdade. Não faltam inúmeros grupos que perseguem outras religiões e outras etnias. Aqui não faltam televangelistas que fazem fortuna com seus sermões repletos de racismo, xenofobia e homofobia. O direito de portar arma é mais importante do que a defesa dos direitos civis, então aqui vigora o pior tipo de moralismo puritano que o Cristianismo pode gerar.

Quando o americano descobriu que seus padres/pastores andavam fazendo com suas crianças e adolescentes, a Igreja passou por maus bocados e foi pela pressão americana que a Igreja se viu obrigada a admitir o que se sabia, mas se omitia, se ocultava. Não que casamentos infantis ou sexo com “menores de idade” sejam algo novo ou desconhecido do Velho ou do Novo Mundo. Isso pode ser um escândalo para sua gente, mas apesar de ser um tabu, uma proibição na sociedade contemporânea, até a Idade Moderna não existia infância e adolescência.

A história humana está repleta de casos de estupro, incesto e adultério. Mas não pega bem quando uma instituição que alega ser o baluarte da Moral e dos Bons Costumes ser pega com as calças na mão. A sociedade cristã civilizada ocidental hipocritamente reagiu a esse “escândalo” unicamente porque se tornou público [e manter as aparências é tudo] e a central do Império fez aquilo que sabe fazer melhor: acionou seus fantoches [ONU… ouviu falar?] e, ao invés de conter as causas, potencializaram as consequências com mais repressão/opressão sexual.

Sim, eu estou afirmando: esta atual paranoia e histeria em relação ao sexo, ao desejo, ao prazer, ao corpo, disfarçada de boas intenções, nada mais é do que a velha Cruzada, a velha Inquisição, desta vez contra a Pornografia, apenas um nome, um rótulo, conveniente para instituir um bode expiatório para lhes tirar a vida e a liberdade. Em nome da “defesa da moral”, em nome da “defesa dos bons costumes”, em nome da “inocência das crianças”, a humanidade voltou à Era Vitoriana, ao Puritanismo carola extremado. Não é coincidência que os casos de abuso e violência sexual têm aumentado. Isso é problema de vocês, mas enquanto vocês não encararem suas pulsões e libidos, vocês sempre terão vidas cheias de recalques, frustrações e insatisfações. Mas sobre isto, o escriba que escreve estas linhas fala com mais propriedade.

O escritório de Jeová fica em algum lugar de Washington, Columbia, EUA, entre a Casa Branca e o Pentágono. A construção lembra muito com uma catedral e, quando estiver completa, Jeová deve se livrar de vez de seu vínculo com a Igreja. Alguns humanos piram com teorias de conspiração, achando que existem indícios e símbolos que mostram a existência de um Governo Mundial, os Illuminati, mas para meus olhos o que eu vejo são sinais contemporâneos adotados por Jeová para o Império dele. No saguão de entrada, Babalon, ou a Grande Meretriz, nos atendia como secretaria.

– Bom dia, meninos. Gegê vai atende-los em breve.

Ela pisca para mim lascivamente. Inevitável, pois se Jeová quer encenar o Juízo Final, Ele vai precisar dela e de mim. Ela é uma entidade recente, uma menina em termos comparativos e eu sou o especialista nesse tipo de espetáculo. Ela não é o meu tipo, se querem saber.

– Sim, sim. Está tudo sob controle. Tudo está sob o Meu comando.

– Problemas no Paraíso, Jeová?

– Absolutamente. Entrem, nosso negócio é… particular.

Na sala particular de Jeová, fotos de todos os governantes e líderes religiosos. Centenas de mapas, projetos, desenhos e telas competem pelo espaço. Onde e como isso tudo faz algum sentido, só na mente dele.

– Muito bem, senhores, vamos direto ao ponto, pois meu tempo é escasso e eu estou muito ocupado. Satan está pronto?

– Sim, ele está pronto. [Aqui o leitor pode decidir até que ponto eu fui sincero ou dissimulado].

– Ótimo. Satan, você está pronto para exercer sua função?

– Sim, eu estou pronto. [Aqui o leitor deve subentender o que bem quiser].

– Excelente. Eu vou lhe outorgar domínio sobre espíritos, entidades e até mesmo Deuses que não Eu, evidente. Você irá gerenciar todas as outras religiões que não estejam alinhadas com a minha empresa multinacional.

– Eu me recuso.

– Como é?

– Eu estar pronto é uma coisa, Jeová, outra coisa é eu concordar com o seu Plano Divino. Eu me recuso a ser sua Sombra, eu me recuso a ser o Tentador, eu me recuso a ser o Adversário, eu me recuso a ser o Diabo. Aceitar esse papel apenas endossaria seu delírio e loucura. Se eu quero realmente te combater, te vencer, te destronar, eu tenho que me recusar a aceitar ser esse personagem que você me designou. Ao me recusar ser sua Sombra, ser uma mera manifestação espiritual das necessidades humanas, eu recuso todo esse esquema sórdido, eu recuso ser sua contraparte maligna e eu recuso sua divindade. Não, Jeová, você não é Deus, assim como eu não sou o Diabo. Você é um verme e deve morrer como um verme.

– Isso é inaceitável! Loki! Você falhou miseravelmente!

– Ah, aí é que você se engana, Jeová. Eu fiz aquilo que eu sempre faço e eu faço muito bem. Não é um serviço limpo, mas alguém tem que fazer. Ao libertar Satan de suas garras, eu libertei toda a Humanidade. Agora todos verão exatamente como você é.

– Maldito seja, Loki! Você vai se arrepender!

– O que você acha que pode fazer, Jeová? Eu sou o Deus Traiçoeiro. O Diabo que você criou eu engulo e cuspo como se fosse nada. Eu encarei o Ragnarok, Surtur e o Caos. Seu Inferno é playground para mim. Você achou que podia me controlar Jeová e esse foi seu maior e último erro.

Babalon entra na sala particular de Jeová, aturdida e alarmada, mas sorri feliz e aliviada ao ver que o tirano está imóvel, inerte e impotente. Pode demorar alguns anos ou séculos até que o Império sucumba, alguns milênios até que a Humanidade se dê conta de que Deus está, definitivamente, morto… bom, ao menos Jeová está. Será o fim de toda forma de Monoteísmo, a verdadeira praga que tem escravizado a Humanidade. Pode ser que surja um Novo Mundo e talvez nesse Novo Mundo os seres humanos tornem-se evoluídos o suficiente para voltar a morar conosco. Sim, será magnifico e nós todos poderemos rir muito de tudo isso.